sábado, 7 de março de 2015

A Religião como centro da sociedade


   Alguns dias atrás, durante um curso para o meu trabalho, me deparei com alguns colegas, cujas ideologias são bem arraigadas no marxismo, conversando sobre a influência da Igreja Católica na sociedade. Afirmavam que a Igreja possui poder de influência e dinheiro para promover seus propósitos, visto que estava presente em todas as cidades, desde as pequenas até as maiores. Nesta elucubração, lembravam que em cada cidade a Igreja situava-se estrategicamente no centro, e sendo assim, sua capacidade de influenciar se dava de maneira silenciosa mas sempre presente. Esta conversa me fez também pensar, quão difícil é, para os materialistas, identificar os benefícios promovidos pelo transcendente papel da religião. Em suma, o marxismo trouxe uma série de malefícios ao pensamento humano, sendo o déficit intelectual o mais proeminente deles, principalmente quando se trata de compreender os fenômenos que ultrapassam a matéria.
   É óbvio que na situação em que nos encontramos, seja difícil para qualquer um conseguir notar algo de bom além daquilo que os olhos veem, esta tarefa é ainda mais complexa para os materialistas. Acredito que assim como estes colegas, muitos não conseguem compreender que a construção da sociedade Ocidental através dos tempos, se deve em grande parte, às ações diretas da Igreja Católica. Antigamente, qualquer governante que se prezasse, antes de propor alguma outra ação dentro do seu território, deveria consagrar a Deus seu povo e suas terras, visto compreender serem estas uma dádiva entregue a sua responsabilidade, além disso, a presença das Igrejas no centro das cidades deve-se também ao trabalho de orientação espiritual indispensável aos fiéis. Para aqueles que tem um contato presente com a religião isto parece ser óbvio, mas não o é para as pessoas que se limitam a acreditar tão meramente nas informações que os sentidos oferecem.
   São poucos aqueles capazes de identificar os benefícios que a Igreja Católica trouxe à sociedade. Ao longo de sua história, muito foi feito em prol da humanidade. Neste momento, vamos nos ater apenas a dois exemplos fundamentais que marcaram a história. A origem das Universidades na Idade Média, por exemplo, deve-se ao surgimento de classes vinculadas aos conventos e catedrais, e ao contrário do que se ensina nas escolas de hoje, prevalecia o livre debate e a proteção dos alunos contra quaisquer tipos de abusos (basta ver os conteúdos de uma Suma Teológica). Apesar da participação simultânea do Estado na educação, sabe-se a maioria das universidades de renome que hoje conhecemos surgiram graças à Igreja; dois grandes exemplos são as universidades de Oxford e Paris. Outro grande exemplo, foram as artes e a arquitetura, que até hoje estão presentes nas grandes catedrais. Ao contrário das artes modernas, nas quais dificilmente encontram-se traços lógicos, a arquitetura medieval, bem como as artes renascentistas, sempre apresentaram uma sequência, um fundamento em cada um detalhe de suas obras. O professor e historiador Thomas Woods, apresenta estas informações com grandes detalhes no seu livro intitulado: Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental.
   Se para alguns é mais útil reconhecer as benesses que a Igreja promove até hoje na humanidade, para outros é mais fácil criticar e nada fazer para o bem do próximo. A construção de uma Igreja no centro de uma cidade ou uma simples capela em um prédio público ou privado, revela a importância e a centralidade da fé daquele que foi responsável pela sua construção. A Igreja foi a grande responsável pela formação moral da civilização ocidental, não fosse o árduo trabalho de evangelização de tantos desde muito tempo, hoje ainda estaríamos vendo “espetáculos” de assassínios em arenas como era comum nos primeiros séculos da era cristã. Basta ver quão diferente é a sociedade oriental hoje dominada pela cultura islâmica.
   Nossa cultura está cada vez mais voltada para o material e isso não é um fato que inédito, pois o Papa Pio XII em uma de suas radiomensagens de natal já alertava que o desenvolvimento técnico havia colocado "o homem em condição desfavorável para procurar, ver e aceitar as verdades e os bens sobrenaturais". Em outras palavras, as pessoas se encontram num estágio de deslumbramento com as maravilhas do mundo moderno, e pouco a pouco abandonam o criador. Essa mensagem parece ecoar em nossos dias. Cade vez mais, os discursos materialistas ganham espaço e se levantam contra aquela que foi responsável pela formação da cultura ocidental com todas as suas benesses. 

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