sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A Nova estratégia eugenista: aborto e microcefalia


Mais uma vez, o lobby internacional se volta em favor do aborto no Brasil

   Poucos meses atrás, o Brasil entrava em uma longa e difícil trajetória na luta contra mais um surto. Desta vez, trata-se de uma deficiência na formação cerebral dos bebês em fase gestacional, conhecida como microcefalia [1], e que estaria associada ao vírus Zika, que é transmitido pelo mosquito Aedes Aegipty segundo pesquisas preliminares realizadas pelo Ministério da Saúde. Em que peses os resultados, é sabido que ainda não existe nenhuma prova conclusiva que aponte para a relação da má formação cerebral de bebês e o virus Zika, contudo, como já era de se esperar, alguns ativistas antecipando as decisões, estão promovendo lobby pesado em torno desta questão, pleiteando por medidas que favoreçam a liberação do aborto neste caso específico, que conforme se verá à frente, além de ser injusto e anticonstitucional, abrirá precedentes para outras formas de aborto, transformando-se num ciclo vicioso que terminará na legalização completa da interrupção voluntária da gravidez.
   A tentativa de transformar uma epidemia em carnificina de inocentes não vem de hoje, mas de muito tempo atrás, quando a estratégia eugenista do nazismo procurava selecionar para a vida os “mais aptos” e exterminar os que não faziam parte da raça pura [2], considerada como aquela que deveria prevalecer em relação às demais. Se voltarmos um pouco antes, na década de 1920, encontramos uma proeminente militante da eugênia para eliminação dos mais pobres: Margareth Sanger, a co-fundadora de uma das maiores redes de aborto do mundo, a Planed Parenthood [3]. Em que pese a cretinice e o absurdo de tais ideologias, elas foram capazes de cativar um número expressivo de pessoas que passaram a integrar seus exércitos de maldades. Em nossos dias, emerge mais uma propaganda, muito semelhante àquelas apresentadas na primeira metade do Século XX. Dessa vez, pretende-se o extermínio de pessoas que portam alguma deficiência tendo como justificativa para tanto, os problemas psíquicos que o nascimento de um bebê nessas condições poderá proporcionar a sua família.
   Neste momento tão crucial, os holofotes das instituições internacionais voltam-se ao Brasil para pressionar o país a flexibilizar sua legislação em favor do aborto, aproveitando-se assim desta situação crítica que enfrentamos. Nesta mesma semana, a ONU manifestou um apelo para que os países latino-americanos, afetados pela epidemia, abram mão de suas leis em prol do aborto [4], ao mesmo tempo, aqui no Brasil, ativistas se movimentam para impetrar uma petição à Suprema Corte, a liberação do aborto às mulheres grávidas que constataram microcefalia na gestação [5]. É preciso compreender o contexto da discussão, principalmente pela instrumentalização da situação tendo em vista a legalização do aborto no Brasil, pois é mais fácil abrir brechas e permitir que nossos impostos financiem o assassínio de inocentes que transferir esses recursos para o tratamento e pesquisas em torno do alastramento da doença.
   Por fim, uma coisa deve ficar clara em toda esta discussão, caso o aborto por microcefalia seja legalizado no Brasil, este abrirá brechas para que outras doenças diagnosticadas na fase gestacional motivem a interrupção de gravidez, o que provocará uma verdadeira onda eugenista por todo o país, e isso não irá parar até que o aborto seja completamente legalizado. Além disso, o caso será tratado como um afronta a soberania do povo, uma vez que é o do legislativo, a prerrogativa para alterar a lei e não do judiciário que é na verdade (ou deveria ser), “o guardião da constituição”, ou seja, o país passará a viver dentro de um sistema governado por juízes e não pelo povo, tal como ocorrera nos Estados Unidos durante a década de 1970 no caso Roe x Wade, quando se iniciou o circulo vicioso que culminou na completa legalização do aborto nesse país.
   Caso queira nos ajudar a impedir essa proposta que viola o direito à vida dos inocentes e promove a eugenia no Brasil, acesse o link abaixo e assine a petição do Citizengo que pede à OMS, para que esta não instrumentalize o Zika vírus em favor do aborto. E que Deus nos acompanhe em mais essa luta em favor da vida.
http://www.citizengo.org/pt-pt/lf/node%3Anid%5D-oms-nao-instrumentalize-o-zika-virus-para-promover-o-aborto

REFERÊNCIAS
5. http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/ciencia/2016/02/04/surto-de-zica-faz-brasil-rever-rigida-lei-do-aborto.htm

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Ignorância generalista no aniversário de um ano do atentado em Paris: uma reflexão

O lamentável desrespeito à cultura judaico-cristã que expõe a triste decadência da Sociedade Ocidental europeia.


   O aniversário de um ano do triste atentado promovido pelo grupo radical Estado Islâmico à cartunistas de um jornal satírico de Paris, foi marcado por um ato lamentável de generalização e vilipêndio promovido pelo mesmo periódico. A capa da edição apresenta uma representação de Deus carregando um fuzil, expressando ódio e sujo de sangue. Enquanto na capital francesa se recorda brutalidade dos atentados com essa ação preconceituosa, no mundo inteiro, e especialmente no oriente, vidas de cristãos estão sendo ceifadas pela maldade do mesmo grupo que cometeu os atentados em Paris sem que a mídia dê qualquer atenção.
Criança sendo vendida como escrava sexual 
pelo Estado Islâmico

   Se agindo por esse caminho, a Sociedade Ocidental europeia negligencia o fato de que as demais religiões Javistas (católicos, protestantes, judeus, espíritas) também são vítimas destas atrocidades que avançam pelo mundo, por outro, expõem uma mazela terrível que está se propagando por todo o continente: o fim dos pilares que sustentam a sua milenar cultura. Toda a sociedade ocidental foi constituída sob os pilares do cristianismo que trouxe consigo as bases do chamado Direito Natural que nada mais é que o respeito a dignidade da vida humana independentemente de determinação legal. Por exemplo, o direito à vida, é algo tão intrinsecamente vinculado à dignidade da pessoa humana, não havendo necessidade de se discutir se trata-se de um direito em si ou não. Um dos pontos fundamentais do Direito Natural, conforme a filosofia de Santo Tomás de Aquino é a própria concepção de que a ordem do cosmos é regida por um ser que supera o homem em inteligência (o autor de tudo) e que por isso mesmo, criou em seu coração uma Lei Natural que o impele a respeitar a dignidade da vida dos demais seres humanos. O que o EI faz, apesar de sua crença em Deus (ou Alá), é justamente o contrário do que sempre esteve arraigado na cultura judaico-cristã ocidental.
   O continente europeu vem há muitas décadas negligenciando o respeito à dignidade da pessoa humana e se afastando de Deus. Os países que lideram em crescimento proporcional, o percentual de islâmicos e que são os principais redutos terroristas, foram os pioneiros a adotar políticas de contracepção, suicídio, relações sexuais desreguladas e eutanásia. Veja-se o caso especificamente da Bélgica, que é hoje um dos focos mais preocupantes do terrorismo no ocidente, além de ser o país que exporta o maior número de jihadistas ao mundo. A cultura ocidental na Europa, em poucos anos será subvertida, porém, antes de preocupar-se em atacar o foco deste problema, ou seja, a marginalização da instituição que lançou as bases de sua cultura, estão na verdade dilapidando ainda mais a sua própria essência.
   Diante desta atitude generalista dos editores desta revista podemos apenas lamentar o triste fato de perceber que a luta promovida está se movendo justamente para o lado errado. O combate ao problema existente na Europa deve ser feito através de evangelização e retomada da sua própria identidade que aos poucos vai sendo destruída pelo indiferentismo predominante. Sem dúvida, um dos movimentos que mais contribui para esta situação no ocidente, foi a hegemonia do pensamento materialista arraigada na ideologia marxista, que busca a exclusão de Deus na condução da sociedade. Que Deus tenha piedade da sociedade europeia, pois diante da atual situação, resta-nos apenas rezar e lutar para que se levantem corajosos apóstolos que lutem firmemente com a espada da palavra. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Vivendo os frutos do Ano Santo da Misericórdia I – O Sacramento da Confissão


Por que preciso me confessar a um padre? 


   Entre muitas das acusações dos protestantes à Igreja Católica, sobressaem aquelas que dizem respeito aos sacramentos instituídos pela Santa Igreja. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui neste blog os fundamentos teológicos para o batismo de crianças e os efeitos do mesmo, agora, passamos para o segundo tema da série tratando especificamente do sacramento da confissão ou penitência como é chamado. Explicaremos ainda a importância de se participar com frequência deste sacramento, bem como a necessidade do mesmo para a salvação, aproveitando o início do ano da misericórdia que prescreve este sacramento como forma de obter com eficácia a redução de nossas penas temporais através das indulgências plenárias. Segue abaixo uma argumentação protestante contra a confissão:

11ª heresia: Confissão Auricular
Refutação: 1Jo 1.9-10; 1Jo 2.1; O texto diz que se tivermos pecado, devemos confessar a Jesus Cristo.
Nota: Só Deus pode perdoar pecados (Mc2.7).

   Partindo da argumentação do protestante, pode-se observar de antemão que a mesma está incompleta. Quando este afirma que só Deus pode perdoar os pecados, não se está excluindo a autoridade de um padre legitimamente ordenado, nem sequer transgredindo o mandamento de Cristo, pois este mesmo autorizou os apóstolos a assim agirem quando disse: “a quem perdoardes os pecados, estes lhes serão perdoados, a quem não perdoardes, estes lhes serão retidos”[1]. Jesus deu autoridade aos apóstolos para que estes pudesse absolver os pecados de quem os acorresse, e considerando a sucessão apostólica, temos bases bem sólidas e fundamentadas sobre este sacramento. Nota-se ainda que o protestante ainda cai em uma contradição, pois quem cunhou a frase acima apresentada foram os Doutores da Lei que questionaram exatamente a autoridade de Cristo em perdoar os pecados.
   É importante lembrar que todos os católicos devem se confessar regularmente. O mandamento da Santa Igreja, preza para que isto seja feito ao menos uma vez por ano, no entanto, para qualquer pessoa que deseja ascender na vida espiritual com Deus, o sacramento da Confissão é indispensável. Neste ano Santo da misericórdia que se iniciou no dia 08/12/2015, estão abertas as portas da Santa Igreja para que os filhos pródigos retornem à casa do pai pelo reconhecimento de si mesmo e busca da misericórdia Divina através do Sacramento da Confissão.
   A confissão bem feita e com propósito de mudança de vida, gera inúmeros frutos que serão maiores quanto maior a frequência em que se aproxima este sacramento. Este, juntamente com a Eucaristia, proporcionam a perseverança do fiel no caminho da santidade e no seguimento das propostas feitas nos demais sacramentos (ordem, batismo, confirmação e matrimônio). Um homem casado por exemplo, ao se aproximar com maior veneração e frequência destes dois sacramentos passa a viver com mais santidade as promessas que fez quando da consagração de sua união matrimonial. Segue-se portanto, que o sacramento da confissão é muito importante na caminhada para a santidade, contudo, é muito triste perceber que a pobreza teológica das seitas protestantes não os permitem ver essa maravilha.
   É bom lembrar ainda que a confissão absolve os pecados mortais, ou seja, aqueles que levam à inimizade com Deus, ou nas palavras do apóstolo, aqueles que nos levam à morte [2] por terem sido feitos com liberdade e plena consciência do erro, ou seja, quando se pecou intencionalmente, porém, é importante ter sempre em mente a nossa grande miséria para reconhecermos os nossos erros e confessar-nos com regularidade. 
  Que Deus nos ajude a viver plenamente esse ano da misericórdia confessando-nos bem e nos preparando para as indulgências advindas do Ano Santo. São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes e confessores, rogai por nós.

REFERÊNCIAS
1. João 20,23
2. 1 João 5,16-17

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A verdadeira face da “igualdade” almejada pelo Socialismo

Alguns fatos lógicos de nosso mundo contemporâneo, que derrubam a falsa pretensa de igualdade proposta pelos movimentos socialistas


   O cerne da teoria marxista é a luta de classes em prol da “igualdade” entre trabalhadores e patrões no que concerne à posse dos meios de produção, o que na verdade nunca passou de uma utopia. Do limiar desta concepção teórica, brotam inúmeras ramificações que perpassam a chamada esfera “pública”, limitada à revolução do proletariado e penetram a chamada “vida privada” da sociedade. Entre essas ramificações, destaca-se a busca pela equiparação social de homens e mulheres, mas não do ponto de vista da justiça (salários, carga horária entre outros) que é um objetivo legítimo, mas pela modificação cultural do papel da mulher na sociedade, o que em si mesmo, é um grande erro. Partindo de um princípio equivocado como este, surgem inúmeras deturpações ideológicas que formam um arcabouço de proposições complexas e que culminaram, em nossos dias, na busca por objetivos controversos como por exemplo, os chamados “Direitos Sexuais e Reprodutivos”, que nada mais é que uma forma de justificar uma situação desigual entre a mulher e o ser humano que ela gera.

DEFESA DOS POBRES COMO FORMA DE LEGITIMAR A PRÁTICA EUGENISTA
   Ao contrário do que se pensa, os militantes do socialismo e movimentos afins, dentre os quais destaca-se em nosso mundo o feminismo, não luta pela dignidade das mulheres, quiçá por aquelas mais pobres e vulneráveis. Este fato é facilmente perceptível pela sua obstinada busca aborto, principalmente quando se trata das crianças mais pobres. Segundo essas militantes, as mulheres deveriam ter o direito ao aborto no sistema público de saúde, já que por não dispor de recursos, acabam recorrendo à clínicas clandestinas onde não há equipamentos e médicos qualificados para prover esta prática de forma “segura”. O que elas buscam com isso, é na verdade, discriminar pessoas que ainda não nasceram alegando que por sua situação econômica não tem o direito à vida. Tal entendimento, legitimaria o assassínio de pessoas pobres, pela justificativa de estar “amenizando” o sofrimento das mesmas.
   Quanta incoerência!! Será que nunca cogitaram a hipótese de que se os recursos aplicados no sistema público para prover abortos fossem direcionados ao atendimento das gestantes mais pobres, o benefício social seria muito maior e não haveria necessidade de matar ninguém? Creio que não, pois para esses ideólogos de mente materialista, não existe vida entre a concepção e o nascimento. Aborto por questões econômicas nada mais é que uma forma de exclusão social pior que aquela tão alardeada por estes grupos aos quatro cantos do mundo, pois apesar de ser pobre, uma pessoa pode receber auxílio necessário pedindo ajuda, o contrário de uma criança em gestação que sequer consegue defender-se. Isso não passa de uma prática eugenista que se esconde atrás de uma falsa bandeira de defesa às mulheres.

CERCEAMENTO DO DIREITO A IGUALDADE DE EXPRESSÃO
   Pouco tempo atrás, corria no Congresso Nacional um Projeto de Lei Constitucional que tinha como objetivo a criminalização de qualquer manifestação contrária ao homossexualismo inclusive aquelas pautadas em preceitos religiosos. Ao contrário do que muitos afirmavam, essa lei não tinha como objetivo inibir os casos de violência contra os homossexuais, mas sim, acabar com a livre manifestação de pensamento daqueles que por suas próprias convicções, seja religiosa ou filosófica, não comungam com suas concepções sexuais. Com base no que se propunha, até mesmo cultos protestantes, pregações ou homilias católicas seriam passíveis de perseguição ainda que a manifestação visasse defender os princípios básicos do cristianismo que consiste na união de homem e mulher com fins de constituir uma família, além disso, os pais perderiam a sua legitimidade de educar os filhos a partir de suas próprias convicções morais, com o risco de serem até mesmo presos, conforme tem-se notícia do que vem ocorrendo em países da Europa [1].
   Percebe-se que este ato nada mais é que uma forma de implantar uma ditadura que não permite às pessoas sequer seguir os preceitos básicos de sua religião, quiçá manifestar desaprovação a certos atos promovidos por militantes que na verdade nunca buscaram o bem daqueles que sofrem com sua sexualidade e sim instrumentalizá-los. Eis a igualdade que se pretende buscar: punir aqueles que seguem uma doutrina religiosa.

OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS
   Outra luta que desmascara a busca por igualdade proposta pelos movimentos de esquerda em nosso mundo contemporâneo, é o que estes grupos chamam de  “Direitos Sexuais e Reprodutivos”, que prezam pelo “direito” de escolha da mulher em viver a sua sexualidade sem que isso esteja atrelado à possibilidade de gravidez. Segundo os proponentes, a mulher precisa assim como o homem, ter o direito de exercer a sua sexualidade, porém, como no homem não existe a possibilidade de gravidez, às mulheres deveria ser garantida a possibilidade de interromper a gestação, e assim ter uma sexualidade equiparada a dos homens pelo menos nesse ponto (sem gravidez). Estes militantes porém, não se deram conta de que não tem o direito sobre a vida nascente, ou seja, se tiveram o direito de nascer por que cercear este direito dos outros? O direito à vida, é uma garantia inalienável e que não pode ser restringida por uma falsa liberdade. Aqui se demonstra mais um lastro da desigualdade pela sobreposição do direito próprio sem o respeito devido aos mais frágeis, ou seja, as crianças em formação no ventre materno.

   Diante das explanações apresentadas, vislumbra-se que a busca de “igualdade” almejada pelos movimentos socialistas em nosso mundo contemporâneo não possuí qualquer relação com a verdadeira igualdade que se expressa pelo senso de justiça, ou seja, tratar todos de forma justa, respeitando a particularidade em cada caso, isto sim é buscar um sistema digno, ou seja, um sistema onde prevalece a justiça a todos. O movimento feminista é na realidade, o ponto máximo da opressão sobre os mais fracos, contudo, algumas pessoas desinformadas, insistem em defendê-los sem ao menos saber o quanto são manipulados e instigados a promvoer crimes atrozes como é o aborto. A falta de consciência impera em nossos dias. Que a misericórdia infinita de Deus alcance a mente estes pobres pecadores, para que se abram à verdade.

REFERÊNCIAS
1. http://biopolitica.com.br/index.php/noticias/37-na-alemanha-a-policia-prende-por-40-dias-os-pais-de-criancas-que-nao-foram-a-aula-de-ideologia-de-genero

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Católicos não adoram imagens


Entenda por que o uso das imagens em templos católicos não tem nenhuma relação com a idolatria praticada pelos povos pagãos



   Os protestantes, embora divergindo entre si em inúmeros aspectos, graças à sua adesão espontânea ao dogma do Sola Scriptura de Lutero, aventado no Século XVI, se unem como que em uma “única” seita quando se trata de atacar a fé Católica. A sinergia dos protestantes torna-se ainda mais robusta quando entra em temas como a devoção à Maria santíssima e o uso de imagens sacras, pois segundo eles, este tipo de prática comum na Igreja Católica trata-se de um pecado grave de “idolatria”, condenado pelo próprio Deus no antigo testamento que proibiu permitiu ao homem fazer imagens do que existe na terra, no céu, embaixo da terra ou mesmo nas águas (Êxodo 20,4). Neste artigo, vamos mostrar que o uso de imagens é permitido por Deus, e como o seu uso como forma de devoção, não se trata de idolatria. Vejamos abaixo uma acusação típica de protestantes:

“8ªheresia: Mariolatria (adoração à Maria)
Refutação: Mt 4.10 [...] ”Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”.
Nota: Somente a Deus, é que nós devemos adorar ou prestar cultos.”

   Sempre quando se trata deste tema, a acusação dos protestantes parte da passagem descrita em Êxodo [1] quando Deus declara ao povo de Israel os seus mandamentos assim dizendo: “Não faça para vocês ídolos, nenhuma representação daquilo que existe no céu e na terra, ou nas águas que estão debaixo da terra”. Está bem claro já no início deste mandamento que Deus não permite que se façam ídolos, e nenhuma representação dos mesmos, por isso é importante estudar as escrituras dentro do seu contexto. A palavra Ídolo, provém do grego Eidolon, que significa objeto ao qual se atribui divindade. Da junção desta termo ao prefixo lautreuein, que significa adoração, forma-se a palavra idolatria, que nada mais é que o culto que se presta a um objeto feito por mãos humanas ao que se atribui divindade. É preciso então compreender que o uso de imagens pela Igreja não se configura em caso de idolatria já que pela devoção as imagens de Jesus, Maria ou dos santos, não se está colocando a imagem como Deus, mas sim como lembrança de quem os representa, e que claramente, não são “deuses”. A devoção pode ser comparada ao uso que se faz de uma foto de um ente querido, que apenas o representa e nos recorda, mas logicamente não se trata da pessoa em si.
   Em outros trechos da escritura, Deus manda que se façam imagens, conforme nos relata o autor sagrado na passagem em que o povo de Deus blasfemou contra o Senhor no deserto recebendo como castigo pela sua conduta desobediente, picadas de serpentes. Logo em seguida, pela sua misericórdia, Deus manda que se faça uma serpente de bronze de modo que quem olhasse para a mesma seria salvo [2]. Esta passagem ainda veio à ser confirmada pelo próprio Cristo, que disse ser necessário que o Filho do homem seja levantado tal qual a serpente de bronze no deserto, a fim de que todo aquele que crer seja salvo [3]. Existem ainda outros trechos em que o povo de Deus confeccionou imagens de forma lícita, como na Arca da Aliança, onde Deus ordena que sejam feitos 2 querubins [4], e até mesmo nas passagens que fazem referência ao Templo de Salomão que pelos relatos bíblicos, possuía mais imagens que qualquer templo Católico nos dias de hoje [5].
   Como se sabe, a Sagrada Escritura não pode se contradizer, então, por qual motivo Deus proibiu a confecção de imagens e depois as autorizou, até mesmo no antigo testamento? Deve-se ter em conta que a proibição recaiu sobre o uso que se faz da imagem e não a sua confecção em si, logo, se uma pessoa coloca a imagem no lugar de Deus criador ou a utiliza de modo a obter alguma coisa diretamente da mesma, quando por exemplo, põe uma imagem de cabeça para baixo a fim de receber determinada graça, isto se configuraria como pecado de idolatria tal como faziam os povos pagãos da antiguidade, no entanto, o uso para fins de devoção e tão somente para este fim, não implica nessa falta gravíssima aos olhos de Deus. Desde os primeiros séculos da era Cristã, e portanto, nos tempos de perseguições, o uso de imagens sempre foi utilizado como forma de devoção pelos cristãos [6].
   O arcabouço argumentativo deste artigo demostra que a afirmação do protestante acima, e de muitos outros que insistem na tese de que existe idolatria no uso de imagens por parte dos Católicos, respondem claramente no sentido adverso dos tópicos levantados pelos ditos evangélicos. É importante lembrar que a Igreja Católica adora um só Deus que é trindade e não vários deuses, e isto fica muito claro na oração do Credo que é professada em cada missa em que adoramos Jesus em corpo, sangue, alma e divindade na Sagrada Eucaristia, portanto, não existe idolatria na Santa Igreja e esta, jamais cooptou seus fiéis a adorarem outro Deus que não Aquele que É, basta aprofundar-se nos ensinamentos da Santa Igreja para compreender isso.


REFERÊNCIAS
1. Êxodo 20,3-4
2. Números 21,8
3. João 3,14-15
4. Êxodo 25,10-21
5. Reis 7,25
6. http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com.br/2014/03/as-catacumb-as-testemunho-da-fe-dos.html

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

5 motivos básicos para que um Católico seja contrário ao aborto sob qualquer circunstância


Saiba por que um Católico não deve militar jamais a favor do aborto em nenhuma circunstância.


Poucos dias atrás, logo após a aprovação do PL 5.069/2013 na CCJ, lançamos aqui neste blog uma nota de comemoração, congratulação e denúncia, apontando os nomes daqueles parlamentares que manifestaram voto contrário e favorável ao projeto que pretende eliminar todas as brechas legais ao aborto no país. Ocorre que logo em seguida, uma pessoa anônima, lançou uma série de comentários preconceituosos e histéricos neste blog, defendendo o aborto em caso de estupro e inclusive, taxando-nos de apologistas ao crime de violência sexual. O que mais chamou a atenção foi saber que esta pessoa se dizia cristã, e pior de tudo, católica, pois alegava que Nossa Senhora estaria “triste”, por nos envolvermos na defesa da vida. Neste artigo, queremos esclarecer através de 5 argumentações claras que demonstram porque os católicos devem defender a vida sob qualquer circunstância. Vejamos então os pontos principais através da Sagrada Escritura, Magistério e Tradição que apontam para o caso.

1) 5º MANDAMENTO: “NÃO MATARÁS”
Sabe-se que na história da humanidade, o aborto e a eugenia sempre foram tratados de forma normal na maioria das sociedades pagãs, contudo, a sociedade judaico-cristã, jamais tolerou este tipo de prática apesar de não haver qualquer menção explícita nas sagradas escrituras que trate especificamente desta temática. A consideração do aborto como pecado, deve-se à compreensão mais profunda do quinto mandamento da lei de Deus, que pugna pela proteção da vida humana em todos os seus estágios. Em que pese a falta de instrumentos científicos que pudessem oferecer a compreensão acurada sobre os aspectos mais profundos da vida intra-uterina, o aborto sempre foi condenado por ser concebido como um assassinato, e portanto, um pecado grave. Os cristãos dos primeiros séculos através do Didaquê contemplaram de forma mais clara a proibição sobre o aborto.

2) O SAGRADO MAGISTÉRIO DA IGREJA CONDENA A PRÁTICA DO ABORTO
O Magistério da Santa Igreja, apresenta uma série de argumentações contrárias ao aborto. O Catecismo da Igreja Católica, dedica nada menos que 5 itens que dão conta da temática do aborto [1], demonstrando de forma clara a posição da Igreja e dos Católicos fiéis ao magistério, em relação a esta prática, além disso, nesta sequência fica claro que tanto a prática como a apologia direta ou indireta ao aborto tem como pena a excomunhão automática. O Papa São João Paulo II, através da Encíclica Envagelium Vitae não somente condena e denuncia a recorrente prática ao aborto em nossos tempos como incita os fiéis à se levantarem e se organizarem pela Cultura da Vida. O Concílio Vaticano II, foi enfático nessa questão ao afirmar que: “a vida, uma vez concebida, deve ser protegida” [2].

3) OS ESCRITOS E OS TESTEMUNHOS DOS SANTOS
Grandes santos da Igreja deram seus testemunhos e denunciaram a Cultura da Morte presente em seu tempo. Além de São João Paulo II, também, os representantes de patrística exortaram os fiéis à não recorrerem ao aborto, sob pena de condenação. São Basílio de Cesaréia, um dos maiores nomes da corrente teológica denominada patrística, afirmava já em 374 que qualquer pessoa que a pessoa que destrói propositadamente um feto incorre em pena de assassinato [3]. Além dos escritos, a Igreja tem também seus testemunhos de vida como a de Santa Gianna Beretta Mola que preferiu correr o risco de morrer por conta de complicações no parto a abortar.

4) A VIDA É INVIOLÁVEL EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA, MESMO QUE O ESTADO O AUTORIZE
É muito comum que alguns cristãos acreditem que se o Estado não pune determinados casos de aborto, não seria pecado fazê-los, até porquê muitos destes casos colocam a vida e a saúde da mãe em risco e sendo assim, a vida deve vencer. Como observado nos tópicos anteriores, a Igreja não permite o aborto em nenhum caso. No Brasil, existem três casos em que a prática não é passível de punição: quando ocorre gravidez por conta da violação sexual (estupro), quando a mãe corre risco de vida (aborto terapêutico) e no caso de detecção de anencefalia. O último caso trata-se de uma aprovação por meio de uma interpretação do STF, e é na verdade uma forma eugenística de interrupção da gravidez. No caso do aborto terapêutico, a Igreja preza para que o médico busque salvar a vida da mãe e do filho até as últimas consequências e não optar por um ou outro. No caso de estupro, que é o mais polêmico, é importante saber que se trata de uma vida inocente que está sendo gerada, e se nem o estuprador recebe sentença de morte, porque a criança deveria. Existe a saída para a adoção da criança caso a mãe sinta que não dará conta do mesmo, mas o aborto nunca é a melhor opção.

5) A PROMOÇÃO DO ABORTO, FAZ AVANÇAR A CULTURA DA MORTE
A Cultura da Morte, assim denominada, é reconhecida como todas as campanhas e ações políticas ou sociais que visem o não reconhecimento do Direito à Vida como fundamental e independente de julgamento legal. É tudo aquilo que vai contra a proteção e promoção da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a sua morte natural. Mostramos em outro artigo aqui neste blog, existem interesses financeiros nessa cultura da morte, a partir do qual, pretende-se implantar uma ditadura à nível mundial, por isso, a apologia ao aborto é apenas um primeiro passo para um mundo pior.

Com base nessas afirmações, se alguém diz ser católico e mesmo assim promove o aborto, é melhor rever seus conceitos e sobretudo, clamar a misericórdia Divina pois São João Paulo II, deixou uma afirmação muito clara na Encíclica Evangelho da Vida: O sangue dos inocentes clama aos céus.

REFERÊNCIAS
1. CIC 2270 a 2275.
2.http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19870222_respect-for-human-life_po.html
3. História da formação e problemática do aborto. 

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O terrorismo invisível no Oriente e o declínio da cultura do Ocidente

Os atentados no Ocidente representam uma pequena parcela visível do terror que se espalha pelo mundo. Veja ainda como os fatores de ordem cultural pesam na explicação para o crescimento do terrorismo na Europa


   O mundo assiste atônito, a mais um atentado estarrecedor provocado pelo grupo radical Estado Islâmico no mundo Ocidental. Este foi a segunda ocorrência do mesmo tipo na capital francesa em menos de um ano. A onda de ataques, segundo a mídia secular, deve-se à participação da França na coalização formada por países ocidentais para combater este grupo radical no oriente, contudo, demonstraremos neste artigo que existem outros fatores de ordem cultural que de uma forma oculta, também estão influenciando esta onda de terror que avança sobre a Europa.
   Em que pese a repercussão internacional desta tragédia, é fato incontestável que episódios como estes, repetem-se com maior frequência no oriente, onde na maioria das vezes a cobertura da mídia mundial não se faz presente. Para se ter ideia da gravidade deste fato, algumas mulheres, vítimas do terror que se espalha pelo oriente e que conseguiram escapar do cativeiro, relevam que os fundamentalistas estão capturando meninas a partir dos 6 anos para que estas se tornem escravas sexuais [1]. Inúmeros relatos demonstram que as garotas capturadas são obrigadas a manter relações sexuais não-consentidas com os combatentes por até cinco vezes ao dia, por conseguinte, muitas daquelas que acabam por engravidar nessas relações, são obrigadas a abortar. Essa é apenas uma das facetas deste circuito de atrocidades promovidas no Oriente e que não são apresentadas pela mídia.
   No Brasil, tivemos o privilégio de receber a convite da organização AIS (Ajuda à Igreja que Sofre), o Padre Douglas Bazi, que está viajando pelo país, apresentando a situação dos cristãos no oriente, que muitas vezes é negligenciada pela mídia secular. Em entrevista ao blog o catequista [2], o sacerdote relata fatos assustadores, inclusive, o mesmo relevou que já esteve sob o poder do grupo terrorista Estado Islâmico durante nove dias, sendo torturado física e psicologicamente, e somente teve forças para se manter firme utilizando as correntes que o prendiam como rosário para rezar. Padre Douglas ainda afirma que em pouco tempo não existirão mais cristãos no oriente diante de tantas perseguições e brutalidades que estes vem sofrendo por conta do terror disseminado através dos grupos fundamentalistas [3]. O assassinato dos coptas meses atrás, foi apenas um indício do potencial mortífero destes movimentos no mundo.

Pe. Douglas Bazi, relata os momentos críticos que passou
nas mãos de terroristas do Estado Islâmico

AS MUDANÇAS CULTURAIS NA EUROPA

   É preciso ainda compreender que tragédias como esta que ocorreram na França, não encontram suas raízes apenas em questões políticas ou militares, mas sobretudo em aspectos culturais. As primeiras investigações sobre o atentado demonstram que alguns dos autores eram naturais da França [4]. Dados mostram ainda um aumento significativo do número de mulçumanos na Europa nos últimos anos, principalmente naqueles países que foram pioneiros na prática de métodos de redução populacional, entre eles, a legalização do aborto [5]. Segundo esta mesma pesquisa, na França, o número de mulçumanos já suficiente para decidir uma eleição!
   Nas últimas décadas, temos observado ainda, a disseminação do ódio, por parte da comunidade europeia em relação à Igreja Católica, que foi a instituição criadora das bases culturais que sustentam o continente. No entanto, é possível constatar que aos poucos, a cultura judaíco-cristã Ocidental vem sendo substituída pela oriental islâmica, tanto por conta da redução da população europeia, quanto pelo avanço migratório e populacional dos islâmicos. Não se trata de ser preconceituoso ou disseminar o ódio para com os migrantes árabes que povoam aquela região, pelo contrário, estamos evidenciando uma verdade que altera o contexto social de todo um continente. É importante ressaltar que diversamente da cultura cristã, a oriental não está arraigada no Direito Natural, em que se vislumbra a proteção da vida humana desde a concepção até a morte natural. Este foi um dos pilares que fundamentaram a construção da Civilização Ocidental mas que vem sendo destruída pela disseminação da ideologia marxista, e aliada às mudanças culturais corre o risco inclusive, de ser banida.

A SITUAÇÃO DA BÉLGICA

   Se existe uma nação onde mais se avançou com a agenda da morte, esta é a Bélgica. Para que se tenha uma ideia, neste país, recentemente aprovou-se o chamado suicídio assistido, permitindo a morte a todos aqueles que recorreram para tanto [6], sem contra indicações. Coincidentemente, este é o país onde mais se avançou o número de cidadãos que se juntaram a grupos de extremistas no oriente, sendo considerado hoje como a nação europeia que mais exporta jihadistas em termos proporcionais [7].
   Há muito tempo, a civilização ocidental tem dado as costas à Igreja sem reconhecer o mérito desta sobre a cultura estabelecida até então. As políticas de contracepção e morte assistida (aborto e eutanásia) vem promovendo uma mudança cultural que poderá gerar num prazo não muito longo, efeitos ainda mais nefastos sobre as nações ocidentais. Aos poucos vem se perdendo toda a base que a constituiu, principalmente no que se refere à concepção do Direto Natural, que foi fundamental para a construção civilização ocidental tal qual a conhecemos hoje. Pesquisas mostram que a Europa deverá se tornar o maior centro islâmico do mundo, avançando inclusive sobre nações que seriam consideradas “impenetráveis” em tempos atrás. Que Deus tenha misericórdia do continente Europeu, pois de nossa parte, resta apenas clamar pela Misericórdia de tantas almas perdidas.

REFERÊNCIAS
1.https://padrepauloricardo.org/blog/refens-do-estado-islamico-sao-vendidas-estupradas-e-forcadas-a-abortar-no-iraque
7. http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150116_belgica_jihadistas_pai_mb