domingo, 12 de fevereiro de 2017
domingo, 8 de janeiro de 2017
Nossa Senhora na Sagrada Escritura – A Virgindade de Maria
Maria foi aquela que devotou-se integralmente a Deus e ao seu filho Jesus. Poderia o ventre que concebeu o Salvador puro e sem mancha ser contaminado pelo pecado do homem?
Iniciamos nossa série de posts, que vão tratar especificamente da
presença de Nossa Senhora nas Sagradas Escrituras, e demonstrar como estas
confirmam a sua santidade, intercessão e relevância na história da redenção
humana, muitas vezes omitida ou desprezada. Não queremos com isso, menosprezar
os outros dois pilares da fundamentação Cristã, quais sejam, a Sagrada Tradição
[1] e o Sagrado Magistério da Santa Igreja[2], mas tão somente demonstrar que
há referências bíblicas com respeito aos dogmas marianos, tão atacadas neste
tempo em que vivemos. Aproveitamos para escolher os primeiros finais de semana
de cada mês para refletir sobre o assunto, tendo em vista que é o período
propício de reparação solicitado por Nossa Senhora em Fátima [3].
Neste primeiro artigo, trataremos
especificamente da Virgindade de Nossa Senhora, tendo em vista que os irmãos
protestantes confundem-se inúmeras vezes ao tratar deste assunto. É possível
começar a compreender sua profundidade através os evangelhos de São Lucas e São
João no que diz respeito aos chamados “irmãos” de Cristo. No evangelho de Lucas
[4], conta-se que Maria, José e Jesus foram até o templo de Jerusalém para a
festa Páscoa, de modo que Jesus, já contava com seus 12 anos de idade. Neste
trecho não se faz menção a qualquer outro irmão de Jesus, visto que era comum
que todos os filhos participassem de uma tradição tão importante. O mesmo pode
ser observado em João, quando se vislumbram a Paixão do Senhor. Mais uma vez,
tendo aos pés da cruz Maria e João, Jesus entrega sua mãe a este último e não a
outro filho, pois ainda que este suposto irmão carnal de Jesus não estivesse
presente, Jesus jamais entregaria sua mãe aos cuidados de João, visto que este
último até à levou para sua casa.
Outro ponto de suma importância a respeito do
assunto e que muitas vezes, ao interpretar as escrituras através de uma
concepção subjetiva, passa-se “batido”, e encontra-se no evangelho de São Lucas,
na passagem que se refere à encarnação do Verbo, no seio da Virgem Maria. No
diálogo de Maria com o Anjo, esta última pergunta como os acontecimentos
referentes à geração do Verbo se dariam, uma vez que ela não conhecia homem
algum. Por outro lado, percebe-se que no versículo 27, que Maria já estava
prometida em casamento a um homem chamado José. Sendo assim, Maria não
questionaria o anjo sobre como isto aconteceria se tivesse certeza de que iria
se casar, então, qual seria a resposta mais plausível para esta questão?
A resposta para esta questão é clara: se
Maria estava prometida em casamento, ou desposada conforme apresentam algumas
traduções, e não tivesse entregado sua castidade a Deus, ela apenas aceitaria a
profecia do anjo, pois sabia que dela iria nascer uma criança, porém, ela
questiona o anjo sobre como isto iria acontecer se não conhecia varão algum, de
modo que neste caso não se trata de conhecer no sentido de percepção, mas
principalmente de cumprir a relação conjugal, uma vez que a palavra atesta que
a mesma estava prometida em casamento. Ou seja, Maria perguntava, como isto
iria acontecer, se não havia o propósito de conhecer varão, conforme atesta-se
pela análise do contexto deste diálogo.
Há que se ter em conta também, que na
história da salvação, Maria deveria ser preservada da culpa original, a fim de
que pudesse dar à luz ao Salvador, para que a carne deste não fosse contaminada
por qualquer mancha, visto que a quitação do pecado que nos levou à morte,
somente poderia ser oferecido através de um sacrifício puro e sem mancha, pois
se assim não o fosse, qualquer homem ou mulher à época, poderia oferecer-se em
sacrifício para pagar os pecados do mundo. Neste sentido, quem ousaria tocar
naquela que foi a mãe do Salvador? Ou quem ousaria manchar o ventre puro de
Maria, com o pecado de um homem, visto que José morreu antes da crucificação e
ressurreição? Com base nestes pressupostos, não podemos negligenciar de forma
alguma que Maria foi toda consagrada para Deus e para a humanidade, o sejamos
também nós meus irmãos!!!
REFERÊNCIAS
1.Segunda Carta de São Paulo aos
Tessalonissenses 2,15
2.Primeira carta de São Paulo a
Timóteo 3,15
4. Lucas 2,41-52
5. João 19,26-27
domingo, 11 de dezembro de 2016
Aborto no Brasil: a descriminalização sem lei
Não encontrando apoio popular suficiente para a descriminalização do aborto no Brasil, abriu-se o precedente pela via judicial. O caso brasileiro já pode ser considerado semelhante ao adotado pela Suprema Corte dos Estados Unidos na década de 1970.
Gostaríamos de pedir desculpas
aos nossos caríssimos leitores pelo fato de não termos postado algum artigo
aqui neste blog a respeito da recente decisão por via judicial, da descriminalização do aborto até o terceiro mês de gestação no Brasil através da Suprema Corte. Justificamos esta atitude devido
à atuação de nossa parte nas redes sociais, manifestando repúdio a tal atitude,
bem como no esclarecimento à respeito do aborto em nosso país.
Diante do fato estarrecedor que
sem dúvida nenhuma, deixou a maioria dos brasileiros, temporariamente de mãos
atadas, não podemos ter outra atitude senão ainda buscar através dos meios
existentes, salvar ainda do que resta de dignidade das crianças
indefesas no ventre de suas mães. Incontáveis estratégias foram implementadas
ao longo dos últimos 30 anos no Brasil, para se impor a injusta pena capital
aos nossos nascituros. Desde 2010, percebendo a ineficácia de seus esforços mesmo
diante do grande volume de recursos despendidos em ONGS pró-aborto e de
ativismo legislativo, os promotores da famigerada Cultura da Morte, foram se
aperfeiçoando e se tornando cada vez mais inescrupulosos em suas atitudes.
Em 1973, nos Estados Unidos,
legaliza-se o aborto por meio do ativismo judicial desenvolvido naquele país.
Da sentença proferida no famoso caso Roe x Wade, evocando-se o direito constitucional
à privacidade, abriu-se o precedente necessário para que o aborto durante os 9
meses de gravidez, fosse reconhecido como um direito da mulher. Desde então, o
número de procedimentos passou a ser mais freqüente, e nos 20 anos que seguiram
da aprovação da referida sentença, houve o incremento de 700% no número de abortos
provocados naquele país [1], isto sem contar, o aparato institucional que
acabou por ser elaborado pelo Governo, chegando em 2009, com propostas absurdas
como o chamado partial-birth abortion,
onde já se postula por procedimentos no qual se aplica o aborto da criança de
09 meses, durante o parto.
No Brasil, um procedimento muito
semelhante foi adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O caso tratava
especificamente da revogação de prisão de 5 pessoas que trabalhavam em uma
clínica clandestina de abortos em Duque de Caxias [2]. Diante do caso, a
primeira turma do STF, decidiu que o aborto até os três meses de gravidez não
poderia ser considerado crime. Utilizando-se de argumentos fragilíssimos e
principalmente, evocando os chamados Direitos Sexuais e Reprodutivos, que
sabidamente foram construídos e disseminados na década de 1990, graças ao financiamento
da Fundação Ford, optou-se pela descriminalização do aborto até os três meses,
contrariando o artigo 5 da Constituição Federal, que prevê como inviolável o
Direito à Vida.
O povo brasileiro e de modo mais
especial, o movimento pró-vida, que se debruça em elucubrações para reforçar
cientifica e eticamente o respeito à dignidade da vida humana, percebe nesta
decisão uma grande armadilha que irá aos poucos, assim como nos Estados Unidos,
abrir as brechas legais para a injusta condenação do nascituros. O mais estarrecedor,
sem dúvida alguma, é perceber como a vida humana vem se tornando algo relativo
ao definir um momento para o “início” da vida humana. Se até os três meses de
gestação ainda não existe vida, isto significa efetivamente que à 00:01 do
primeiro dia após os três meses da concepção (lembrando que não se sabe o
horário em que o bebê foi concebido, o que torna a questão ainda mais
refutável), o aborto torna-se crime, algo que não era nos minutos precedentes.
Isto sem dúvida é uma grande relativização da vida humana, algo inadmissível em
pleno século XXI, quando a ciência de forma manifesta vem demonstrando estar
cada vez mais certa de que a vida tem início com a concepção.
Não pretende-se neste artigo
ater-se aos demais argumentos utilizados pelos juízes para postular pelo interpretação favorável a este crime abominável, pois não existe qualquer justificativa plausível que coloque a vida
humana indefesa sob a escolha individual de outrem. Este blog, recebe com muita
tristeza tal notícia e reforça a necessidade de ações concretas que os leitores
podem tomar diante do atual contexto.
Existe um projeto de lei, pronto
a ser votado na Comissão de Constituição e Justiça. Trata-se do PL 4756-2016,
que tipifica como crime de Responsabilidade dos Ministros do STF, a usurpação
de competência do Poder Executivo ou Legislativo. Este projeto já esta pronto
para ser votado e com toda a certeza, poderá pôr freios em ações manifestamente
impositivas como esta última que foi julgada pela Suprema Corte [3]. O leitor
poderá entrar em contato com os deputados que compõem a Comissão e pedir que os
mesmos votem o PL o quanto antes. Veja aqui o contato os deputados. O leitor
deve também assinar uma petição online, solicitando aos Ministros que anulem a
decisão proferida aqui. Por fim, como sempre, oração, vigilância e penitência,
pois como bem sabemos, o sangue destas crianças inocentes clamam aos céus, e
sendo assim, nosso país irá sofrer as conseqüências desta aberração em solo
nacional.
REFERÊNCIAS
1.http://www.deuslovult.org/2012/02/07/aborto-amplamente-legalizado-em-proposta-de-alteracao-do-codigo-penal/
2.http://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2016-12-01/decisao-do-stf-sobre-aborto-em-caxias-provoca-polemica.html
3. http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2079700
terça-feira, 29 de novembro de 2016
Supremo Tribunal Federal poderá legalizar o aborto (a eugenia) de crianças diagnosticadas com Zika
Saiba o que você pode fazer!!
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, agendou para o dia 7 de dezembro o julgamento que pode decidir se grávidas infectadas com zika vírus poderão abortar seus filhos sem serem punidas por cometerem crime de aborto. Já havíamos alertado sobre este problema aqui mesmo no blog.
A legislação brasileira prevê, atualmente, que somente abortos em caso de estupro e de risco à vida da mãe é que podem ser considerados “não puníveis”. Em 2013, contudo, o STF estendeu essa possibilidade às grávidas de filhos anencefálicos. O caso a ser analisado pelo Supremo envolve uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela Associação dos Defensores Públicos (Anadep).
A relatora designada para o caso, ministra Cármen Lúcia, pediu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Senado e da Advocacia-Geral da União (AGU) antes de dar prosseguimento à ação. Tanto a PGR quanto o Senado e a AGU apresentaram a opinião de que a Anadep não tem legitimidade para apresentar esse tipo de ação, uma vez que não trata de interesses dos próprios defensores públicos. Porém, enquanto a PGR opinou que, caso o julgamento prossiga, a interrupção da gravidez deve ser permitida em casos de zika, a AGU – em nome da Presidência da República – e o Senado se demonstraram contrários à proposta.
O QUE PODEMOS FAZER?
Em primeiro lugar e sempre, rezar. Providencialmente, o julgamento do caso ocorrerá um dia antes da festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, ou seja, a solenidade na qual a Igreja recorda e medita a concepção de Maria, livre do pecado original. Pede-se que os fiéis rezem a novena à Imaculada Conceição de Maria, para que este mau não recaia sobre o Brasil.
Há também necessidade de ação junto aos deputados pró-vida, para que estes se manifestem junto ao STF, sobre o caso. Além disso, você pode divulgar nos e-mails e grupos paroquiais ou de sua igreja a respeito do assunto. Segue abaixo o modelo de envio, o qual deverá ser analisado com as próprias palavras da pessoa que enviar, e os respectivos e-mails. Deus abençoe!!!
Escrevo-lhe este e-mail para pedir a manifestação de V. Exa. para um assunto de extrema importância para toda a sociedade. No próximo dia 7 de dezembro, o STF julgará a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN N.º 5581) impetrada pela Associação Nacional de Defensores Públicos (ANADEP). Trata-se de um julgamento muito importante para toda a sociedade brasileira, tendo em vista que trata da legalização do aborto para mães que tenham sido infectadas pelo virus zika. Se aprovado, abrirá sérias brechas para a legalização da prática assassina de crianças ainda no ventre de suas mães. Informo, ainda, que a AGU e o Congresso Nacional emitiram pareceres totalmente contrários à legalização dessa prática imoral e criminosa
É importante ressaltar que esse pedido apresenta uma particularidade que o torna mais grave: no caso da mãe ter sido infectada com o vírus no início da gestação, para se ter certeza de que a criança de fato contraiu o vírus, é necessário que transcorram três meses ou mais de gestação, contudo, no pedido apresentado pela ANADEP, esse período não é levado em conta, pois, conforme o pedido constante da ADIN, a mãe já teria direito ao aborto no exato momento em que fosse diagnosticada com o virus. Esse pedido desconsidera as recentes constatações médicas que reforçam cada vez mais a falta de relação entre contaminação por vírus zika e nascimentos com microcefalia.
Dessa forma, e sabendo que V. Exa. entende a gravidade da matéria e que já se pronunciou favoravelmente à defesa da vida em outras ocasiões, solicito o obséquio de se manifestar durante esta semana em Plenário para defender a vida e condenar a legalização do aborto em nosso país,conforme propõe a referida ADIN.
Cordialmente,
dep.eduardobolsonaro@camara.leg.br,
dep.silascamara@camara.leg.br,
"Dep. Laerte Bessa" <dep.laertebessa@camara.leg.br>,
dep.alanrick@camara.leg.br,
dep.diegogarcia@camara.leg.br,
dep.evandrogussi@camara.leg.br,
dep.flavinho@camara.leg.br,
dep.erosbiondini@camara.leg.br,
dep.jairbolsonaro@camara.leg.br
dep.joaocampos@camara.leg.br,
dep.givaldocarimbao@camara.leg.br,
dep.joaquimpassarinho@camara.leg.br,
dep.luizcarloshauly@camara.leg.
domingo, 20 de novembro de 2016
Os Estados Unidos e o Aborto no mundo
Que conseqüências o resultado da eleição nos Estados Unidos tem sobre o aborto no mundo?
A acirrada disputa pela Casa
Branca fez surgir inúmeros questionamentos sobre diversas políticas até então
adotadas pelo Governo da maior potência econômica e política mundial. Apesar da influência econômica daquele país sobre o mundo, alguns debates nas redes sociais brasileiras também levaram em conta questões morais como o aborto.
Pergunta-se então, qual a importância desta eleição para os demais países no
que condiz à defesa da vida humana desde a sua concepção?
Ainda que muitos se concentrem
apenas nos problemas relacionados aos imigrantes e às relações econômicas e institucionais
dos EUA com o resto do mundo, poucos ainda se dão conta da gravidade
relacionada à influência daquele país em questões morais ou sociais, especialmente a preservação da vida humana. As maiores fundações promotoras de aborto no mundo, por exemplo, nasceram nos
Estados Unidos. A liberdade econômica neste país proporcionou o crescimento
rápido da renda em grandes corporações americanas. Estas ao longo de sua
história perceberam que poderiam ir além das cifras obtidas da exploração dos
meios de produção, e que seriam capazes aumentar sua influência sobre outros
aspectos, especialmente no âmbito político.
No início do século XX, nos
Estados Unidos começa-se à difundir entre os dirigentes de corporações
milionárias, a necessidade de se fazer algo para o bem da humanidade através do uso
de suas fortunas. Isto veio à tona principalmente através de uma obra
chamada: O Evangelho da Riqueza, produzida pelo empresário Andrew Carnegie [1],
partindo da concepção de que os milionários do seu tempo, haviam recebido uma
espécie de missão para cooperação do bem comum, fazendo uso das riquezas até então acumuladas. Nesta época, muitos passaram a dedicar-se à atividade filantrópica,
com destaque para a Fundação Rockefeller.
Com o passar do tempo, estas
fundações foram adquirindo uma nova configuração, passando a usar do seu poder
econômico para influenciar resultados sociais. Daí decorre a grande preocupação
e o apego destas instituições no que concerne ao investimento na área
educacional. Sob outro âmbito, as fundações Ford e Rockefeller foram ainda, as mais
proeminentes investidoras em termos de métodos contraceptivos e de aborto no mundo inteiro
desde a década de 1950. O primeiro impulso para as técnicas
de controle populacional mundial, foi dado através da fundação do Conselho Populacional
em Williamsburg, Estado de Nova Iorque.
As fundações também gozaram de
certa liberdade no âmbito de suas ações e pouco se questionou a respeito das atividades desenvolvidas durante a maior parte de suas existência, apesar das expressivas subvenções
oferecidas pelo Governo, tendo em vista o caráter "social" e "benéfico" resultante de
seus projetos. As conseqüências dos trabalhos desenvolvidos pelas fundações
foram objeto de algumas investigações dentre as quais destaca-se o relatório
Reece, um dos poucos que se debruçou sobre o assunto e que demonstrou alguma preocupação relevante com o poder
de influência que estas instituições adquiriram ao longo do tempo.
Superada a questão das fundações,
é fato consumado que durante alguns anos houve certo apoio do Governo
americano a atividades ligadas ao controle populacional no mundo inteiro, entre
elas o aborto. A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento
Internacional (USAID), foi responsável pelo desenvolvimento de inúmeros
projetos para redução das taxas de natalidade, entre elas destacadamente a
esterilização, a contracepção, o aborto e, sobretudo, a difusão do
Misoprostrol, uma droga em que as mulheres poderiam provocar o aborto em si
mesmas [2]. A USAID foi instituída na década de 1960, durante o Governo de John
Kennedy e desde então, vem promovendo diversas ações visando o controle do
crescimento populacional a nível global.
Na década de 1970, o Senador
Jesse Helms, compreendendo o teor das atividades anti-vida da USAID no
exterior, propôs uma emenda ao Decreto de Ajuda Externa, proibindo o uso de
recursos do contribuinte norte-americano para ações de contracepção que
incluíssem o aborto [3]. O Presidente Ronald Reagan também contribuiu para que
os recursos do Governo deixassem de financiar o aborto no mundo pela
aprovação da chamada “Política da Cidade do México”, que esteve em vigor entre
1985 e 1993, revogada por Bill Clinton, promulgada novamente por Bush em 2001,
e em 2009, revogada por Barack Obama.
Uma das maiores promotoras de
aborto na história mundial, a Planned Parenthood, que teve entre as suas
co-fundadoras, nada menos que Margareth Sanger, a líder feminista, eugenista e
proeminente na batalha a favor do aborto seletivo de negros, sobrevive até hoje
tendo grande apoio do governo Obama, que por sua vez, já defendeu publicamente o chamado birth-partial abortion, um método
abortivo aplicado em bebês com nove meses de gestação. Não foi à toa que ele e sua candidata à sucessão presidencial, comemoraram
o centenário da maior provedora de abortos à nível mundial [4],
inclusive algumas notícias dão conta de que a Planned Parenthood, concedeu financiamento expressivo para a campanha de Hillary Clinton à presidência [5].
Percebe-se portanto, a
importância das eleições americanas quando se trata da defesa da vida à nível
mundial, e não podemos fechar os nossos olhos à essa realidade. Não estamos com
isso firmando apoio ao candidato vencedor, contudo, entre as duas opções,
aquela de forma alguma representa a promoção da vida humana tão ameaçada em
nossos dias, em seu nível mais frágil, e como o Papa Bento XVI outrora já
afirmou, a vida humana é um valor inegociável. God Bless America!!
Se você tem interesse em saber
mais sobre o financiamento da cultura da morte, acesse este outro artigo aqui
do nosso blog. Deus o abençoe
REFERÊNCIAS
1.http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/um-novoevangelho-da-riqueza-79zo8q4r7vvhucz3ddhfjo0ol
4. http://guiame.com.br/gospel/mundo-cristao/obama-e-hillary-clinton-celebram-o-aborto-mas-pastor-condena-cultura-de-morte.html
5. http://www.acidigital.com/noticias/maior-rede-abortista-do-mundo-precisamos-de-hillary-clinton-na-casa-branca-76614/
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Caminhos para superar a doutrinação vilipendiosa no Brasil. Ou:o amordaçamento velado da evangelização
O que é mais predominante no Brasil, a intolerância dos que creêm ou dos que não crêem?
Como já era esperado, mais uma vez o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) aborda um tema bastante controverso na temática da prova de redação. Ano passado, tendo em vista a grande batalha em torno da supressão das terminologias "Gênero" e "Orientação Sexual" dos planos estaduais e municipais de educação que ganharam enorme repercussão no cenário nacional, abordou-se a chamada Teoria de Gênero em uma das questões, algo que já havíamos alertado aqui mesmo neste blog. Neste ano, a proposta da prova foi mais além ao trabalhar o tema: caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil. Bastou a divulgação do tema para que os ditos "especialistas" pudessem trabalha-lo sob a forma anti-católica, tratando a Igreja como epicentro das manifestações intolerantes ao longo de sua história. Isto apenas demonstra o caráter parcial ao qual aos alunos são induzidos muitas vezes ao trabalharem temas como este. Veja-se por exemplo o teor das redações simuladas sobre o assunto e sua visão a respeito dos cristãos [1].
Antes de tudo, vamos às estatísticas para se analisar a relevância do tema. Segundo algumas informações, o número de denúncias relacionadas a intolerância religiosa no Brasil cresceu 3706% entre 2011 e 2015, saindo de 15 para 556 casos no período [2]. Considerando que a população brasileira em 2015 era de 204.450.649 habitantes, isso nos oferece um percentual de 0,000271948% da população, ou seja, cerca de 2 casos a cada 1 milhão de habitantes, isso sem levar em conta ainda a qualidade das denúncias, que vão definir se realmente se tratam de casos efetivos de intolerância religiosa. Ainda deve-se ter em mente que não se tem notícias de casos crônicos de intolerância como ocorrem hoje na Europa, que devido à transição cultural, enfrenta um estado de alerta máximo, onde realmente deve-se discutir o problema. Diante destes números resta apenas a pergunta: seria este um tema tão relevante a ponto de dispensar outros que poderiam dar a temática da prova?
Não vamos negar que existe de fato o problema da intolerância no Brasil, mas esta geralmente não parte das pessoas ditas "religiosas" contra outras crenças, mas sim daqueles que não tem religião e pretendem desacreditar e escarnecer os que crêem. Quantos alunos não sofrem calados as afrontas diretas vindas de seus professores, que diante de tamanha opressão acabam abandonando a sua fé? Estudos recentes demonstram inclusive que o número de jovens que deixam sua fé ao sair da Universidade é bastante relevante [3]. Se for elaborada uma pesquisa com alunos de escolas diversas a respeito do vilipêndio que sofrem nas mesmas, veremos sem dúvida que o número é mais relevante, contudo, trata-se de um sofrimento silenciado muitas vezes pela ameaça velada promovida pelo próprio docente.
Há que se discutir antes de se formular temas como este, o conceito objetivo de intolerância religiosa, haja vista que em muitos casos o simples debate ou evangelização é tratada como uma forma de intolerância. Se isso realmente for tratado como desrespeito e crime (o que realmente nos leva a crer que sim), então definitivamente chegamos a um estado de total amordaçamento da evangelização, algo então tratado como importante para o crescimento espiritual e intelectual ao longo da história, especialmente nos primeiros séculos da nossa era, agora condenável. Isso seria uma verdadeira tentativa de amordaçamento equiparada ao PLC 122/2006, que pretendia criminalizar a evangelização e a liberdade religiosa ao tratar do homossexualismo. Diante de tanta afronta aos princípios cristãos e sua impunidade, mais relevante seria trabalhar o tema: caminhos para superar a doutrinação vilipendiosa no Brasil, que não apresenta nenhum número nem pesquisa, mas se torna obscuro pelo silêncio de estudantes e universitários cristãos que vêem sua fé destruída cada dia mais dentro do meio educacional, restando a estes muitas vezes esconder a sua fé para não sofrer represálias em sala de aula, porém, quanto a este caso sabemos que para os chamados "intelectuais" é preferível tergiversar.
REFERÊNCIAS
1.http://educacao.uol.com.br/bancoderedacoes/lista/intolerancia-religiosa-regra-ou-excecao-no-brasil.jhtm
2.http://veja.abril.com.br/educacao/tema-do-enem-intolerancia-religiosa-cresceu-3-706-em-5-anos/
3.http://www.voltemosadireita.com.br/os-cristaos-e-universidade/
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Como manter a nossa fé firme nestes últimos tempos difíceis. Ou: A estratégia mundial para desconstruir a moral católica
Nestes tempos difíceis como fortalacer a fé e trabalhar pela Igreja?
Os tempos que vivemos mostram o
quanto é necessário manter uma fé viva e firme diante dos freqüentes ataques
que não somente a Igreja vem sofrendo, mas toda a humanidade. A dificuldade em
se viver a fé de forma autentica vem sendo constantemente ameaçada pelos inimigos que estão fora da Igreja, mas também por aqueles que a
representam, porém, não devemos jamais esquecer que sempre houveram dificuldades,
a começar pelos doze representantes de Cristo, os apóstolos, quando entre eles já
se fazia presente aquele que trairia a Igreja, como um prenúncio claríssimo das
traições que surgiriam no meio dos que são chamados. Apesar disso tudo, não devemos nos
esquecer jamais que no final a vida e a verdade sempre vencem.
Sempre se levantaram heresias contra a Santa Mãe a Igreja, contudo, foram justamente nas batalhas empreendidas contra as mentiras
e ciladas do inimigo, que Deus permitiu o nascimento de grandes santos para
inspirar com o seu heroísmo aqueles que viriam nos períodos precedentes. Surgiu nos primeiros séculos da
Igreja Cristã, as heresias do Donatismo e do Arianismo, estas por sua vez, suscitaram debates em
que se levantaram grandes doutores como Santo Agostinho de Hipona e Santo Atanásio, com sabedoria combateram com a força da fé e da palavra, vencendo
por fim o mau decorrente destas heresias. São João Damasceno, vivendo em um
tempo de grandes dificuldades pelo surgimento da heresia iconoclasta, que via o
uso das imagens como idolatria, conseguiu de forma sábia eliminar os erros
deste movimento. Santo Inácio de Loyola, no ápice da heresia protestante, que
sem dúvida abarcou todas as anteriores, manteve-se firme na fé e inspirado por
Deus conseguiu pelo menos amenizar os efeitos decorrentes do avanço do
protestantismo pela Europa que a devastava como um raio. Poderíamos dedicar
horas e muitas linhas aqui apresentando santos doutores que em seu tempo
vivenciaram essas lutas, mas por ora é importante lembrar que o Espírito Santo
sempre suscitou fiéis que não deixaram a igreja ser destruída pelas forças do
inferno e assim cumpriu a promessa de Cristo [1].
Em nosso tempo não vivemos algo
diferente. Doutrinas mentirosas como protestantismo e o espiritismo, permanecem como as principais forças contrárias à propagação do evangelho
da verdade, com o agravante do relativismo que hoje se transformou no principal
meio para a disseminação de erros. Hoje, diante da correria do dia a dia, as
pessoas buscam uma religião com a qual mais se identifica, um deus próprio
criado pela pessoa e que na maioria das vezes não exige do homem a sua resignação para seguir a vontade de Deus, ou seja, prevalece uma religião
subjetivista. De outro lado, dentro da Igreja, sacerdotes cada vez mais
comprometidos com o mundanismo do que com Deus, se tornam mais comuns. A chamada
Teologia da Libertação, que se trata na verdade de uma heresia instigada pela
falsa pretensa de promover a “justiça social” através da interpretação marxista
da bíblia, tenta se sobrepor entre os fiéis católicos. Já são raros os sacerdotes que
buscam garantir a santidade dos fiéis, e mais ainda os catequistas bem
instruídos e que levam uma vida de santidade a ser transmitida aos seus
pupilos, e assim também os pais não conseguem mais dar bons exemplos aos filhos
por meio do evangelho.
Se levanta também neste tempo, um
ódio cada vez maior à Igreja e aos seus ensinamentos autenticamente cristãos
como a defesa da vida e da família. Recentemente, uma pesquisa demonstrou que
cerca de 70% dos jovens que frequentam alguma religião antes de entrar na
Universidade, saem dela sem qualquer interesse pelas coisas de Deus [2]. Os
jovens estão sendo saqueados em sua fé, e se tenta colocar no lugar da mesma,
um mundanismo que não leva senão a um vazio interior, o que muitas vezes motiva
atos de suicídio. Esta é sem dúvida a cultura da morte que prevalece e avança
de forma cada vez mais forte neste mundo.
Diante de tantas dificuldades,
não resta aquele que pretende se manter fiel buscar meios para que sua fé seja
viva e ele possa também disseminar a verdade como fizeram os grandes e sábios
doutores da Igreja em seu tempo. Pode-se perceber que apesar da tentativa de
destruição, muitos remédios surgem como forma de combater a guerra espiritual
pela fé e pela Santa Igreja. Temos o Catecismo, as sagradas escrituras, os
documentos da Igreja, os livros dos grandes santos, porém, tudo isso exige
tempo, dedicação e disposição do fiel à estudá-los com muito amor, porém, não
de uma forma superficial, mas meditativa e contemplativa para assim aprender a
combater os erros que invadiram a sociedade. É a penitência que a Santa Madre
Igreja exige de cada um de nós no momento, a dedicação aos estudos e à oração
que é de suma importância, uma vez que por nós mesmos, diante de nossa fraqueza
nada poderemos conseguir se não nos colocarmos confiante diante de Deus e pedir
a graça de uma sabedoria e o amor para fazer este trabalho árduo em prol da
salvação das almas.
Algo muito necessário neste tempo
e que se tem difundido de forma muito grandiosa pela providência divina é a
devoção à Maria Santíssima por meio da consagração proposta por São Luís
Monfort. Manuseando as escrituras podemos perceber claramente a necessidade dessa
devoção nestes tempos em que vivemos, principalmente por aqueles que serão os
soldados que combaterão com a palavra e a verdade, as mentiras e o mundanismo
disseminado nesta terra. A Sagrada Escritura diz claramente que do pecado viria a inimizade
entre a mulher e a serpente, e que aquela feriria a sua cabeça e esta lhe
feriria o calcanhar [3]. A inimizade da qual trata a palavra é o pecado, porém,
aqueles que estão submetidos ao pecado original serão feridos pela serpente,
mas Maria foi concebida sem o pecado original, e portanto, já não poderia ser ferida e nem
sofrer as conseqüências do veneno destilado pelo inimigo, que é a morte. Assim
sendo, é Maria quem fere a cabeça de Satanás, de onde saem todas as artimanhas
e mentiras que levam os homens ao abismo e ao fogo eterno. Isso demonstra sem
dúvida alguma que somente venceremos as batalhas deste tempo com uma verdadeira
devoção à Maria, por isso ela é tão odiada em nosso tempo.
Neste tempos difíceis Deus está nos oferecendo
este santo remédio para a vitória contra o perverso inimigo que se levantou com
muita força contra a Igreja. Busquemos a consagração como forma de fortalecer
nossa devoção e nos dediquemos com muita piedade aos estudos e à meditação como
forma de penitência e serviço ao Reino de Deus para levar muitas almas ao céu.
Que Maria santíssima nos dê a força necessária para nos mantermos firmes nesta
batalha.
REFERÊNCIAS
1.Evangelho de São Mateus 16,18
2.http://guiame.com.br/gospel/noticias/70-dos-estudantes-deixam-igreja-durante-os-anos-de-universidade-diz-pesquisa.html
3.Genesis 3,15
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