Nestes tempos difíceis como fortalacer a fé e trabalhar pela Igreja?
Os tempos que vivemos mostram o
quanto é necessário manter uma fé viva e firme diante dos freqüentes ataques
que não somente a Igreja vem sofrendo, mas toda a humanidade. A dificuldade em
se viver a fé de forma autentica vem sendo constantemente ameaçada pelos inimigos que estão fora da Igreja, mas também por aqueles que a
representam, porém, não devemos jamais esquecer que sempre houveram dificuldades,
a começar pelos doze representantes de Cristo, os apóstolos, quando entre eles já
se fazia presente aquele que trairia a Igreja, como um prenúncio claríssimo das
traições que surgiriam no meio dos que são chamados. Apesar disso tudo, não devemos nos
esquecer jamais que no final a vida e a verdade sempre vencem.
Sempre se levantaram heresias contra a Santa Mãe a Igreja, contudo, foram justamente nas batalhas empreendidas contra as mentiras
e ciladas do inimigo, que Deus permitiu o nascimento de grandes santos para
inspirar com o seu heroísmo aqueles que viriam nos períodos precedentes. Surgiu nos primeiros séculos da
Igreja Cristã, as heresias do Donatismo e do Arianismo, estas por sua vez, suscitaram debates em
que se levantaram grandes doutores como Santo Agostinho de Hipona e Santo Atanásio, com sabedoria combateram com a força da fé e da palavra, vencendo
por fim o mau decorrente destas heresias. São João Damasceno, vivendo em um
tempo de grandes dificuldades pelo surgimento da heresia iconoclasta, que via o
uso das imagens como idolatria, conseguiu de forma sábia eliminar os erros
deste movimento. Santo Inácio de Loyola, no ápice da heresia protestante, que
sem dúvida abarcou todas as anteriores, manteve-se firme na fé e inspirado por
Deus conseguiu pelo menos amenizar os efeitos decorrentes do avanço do
protestantismo pela Europa que a devastava como um raio. Poderíamos dedicar
horas e muitas linhas aqui apresentando santos doutores que em seu tempo
vivenciaram essas lutas, mas por ora é importante lembrar que o Espírito Santo
sempre suscitou fiéis que não deixaram a igreja ser destruída pelas forças do
inferno e assim cumpriu a promessa de Cristo [1].
Em nosso tempo não vivemos algo
diferente. Doutrinas mentirosas como protestantismo e o espiritismo, permanecem como as principais forças contrárias à propagação do evangelho
da verdade, com o agravante do relativismo que hoje se transformou no principal
meio para a disseminação de erros. Hoje, diante da correria do dia a dia, as
pessoas buscam uma religião com a qual mais se identifica, um deus próprio
criado pela pessoa e que na maioria das vezes não exige do homem a sua resignação para seguir a vontade de Deus, ou seja, prevalece uma religião
subjetivista. De outro lado, dentro da Igreja, sacerdotes cada vez mais
comprometidos com o mundanismo do que com Deus, se tornam mais comuns. A chamada
Teologia da Libertação, que se trata na verdade de uma heresia instigada pela
falsa pretensa de promover a “justiça social” através da interpretação marxista
da bíblia, tenta se sobrepor entre os fiéis católicos. Já são raros os sacerdotes que
buscam garantir a santidade dos fiéis, e mais ainda os catequistas bem
instruídos e que levam uma vida de santidade a ser transmitida aos seus
pupilos, e assim também os pais não conseguem mais dar bons exemplos aos filhos
por meio do evangelho.
Se levanta também neste tempo, um
ódio cada vez maior à Igreja e aos seus ensinamentos autenticamente cristãos
como a defesa da vida e da família. Recentemente, uma pesquisa demonstrou que
cerca de 70% dos jovens que frequentam alguma religião antes de entrar na
Universidade, saem dela sem qualquer interesse pelas coisas de Deus [2]. Os
jovens estão sendo saqueados em sua fé, e se tenta colocar no lugar da mesma,
um mundanismo que não leva senão a um vazio interior, o que muitas vezes motiva
atos de suicídio. Esta é sem dúvida a cultura da morte que prevalece e avança
de forma cada vez mais forte neste mundo.
Diante de tantas dificuldades,
não resta aquele que pretende se manter fiel buscar meios para que sua fé seja
viva e ele possa também disseminar a verdade como fizeram os grandes e sábios
doutores da Igreja em seu tempo. Pode-se perceber que apesar da tentativa de
destruição, muitos remédios surgem como forma de combater a guerra espiritual
pela fé e pela Santa Igreja. Temos o Catecismo, as sagradas escrituras, os
documentos da Igreja, os livros dos grandes santos, porém, tudo isso exige
tempo, dedicação e disposição do fiel à estudá-los com muito amor, porém, não
de uma forma superficial, mas meditativa e contemplativa para assim aprender a
combater os erros que invadiram a sociedade. É a penitência que a Santa Madre
Igreja exige de cada um de nós no momento, a dedicação aos estudos e à oração
que é de suma importância, uma vez que por nós mesmos, diante de nossa fraqueza
nada poderemos conseguir se não nos colocarmos confiante diante de Deus e pedir
a graça de uma sabedoria e o amor para fazer este trabalho árduo em prol da
salvação das almas.
Algo muito necessário neste tempo
e que se tem difundido de forma muito grandiosa pela providência divina é a
devoção à Maria Santíssima por meio da consagração proposta por São Luís
Monfort. Manuseando as escrituras podemos perceber claramente a necessidade dessa
devoção nestes tempos em que vivemos, principalmente por aqueles que serão os
soldados que combaterão com a palavra e a verdade, as mentiras e o mundanismo
disseminado nesta terra. A Sagrada Escritura diz claramente que do pecado viria a inimizade
entre a mulher e a serpente, e que aquela feriria a sua cabeça e esta lhe
feriria o calcanhar [3]. A inimizade da qual trata a palavra é o pecado, porém,
aqueles que estão submetidos ao pecado original serão feridos pela serpente,
mas Maria foi concebida sem o pecado original, e portanto, já não poderia ser ferida e nem
sofrer as conseqüências do veneno destilado pelo inimigo, que é a morte. Assim
sendo, é Maria quem fere a cabeça de Satanás, de onde saem todas as artimanhas
e mentiras que levam os homens ao abismo e ao fogo eterno. Isso demonstra sem
dúvida alguma que somente venceremos as batalhas deste tempo com uma verdadeira
devoção à Maria, por isso ela é tão odiada em nosso tempo.
Neste tempos difíceis Deus está nos oferecendo
este santo remédio para a vitória contra o perverso inimigo que se levantou com
muita força contra a Igreja. Busquemos a consagração como forma de fortalecer
nossa devoção e nos dediquemos com muita piedade aos estudos e à meditação como
forma de penitência e serviço ao Reino de Deus para levar muitas almas ao céu.
Que Maria santíssima nos dê a força necessária para nos mantermos firmes nesta
batalha.
REFERÊNCIAS
1.Evangelho de São Mateus 16,18
2.http://guiame.com.br/gospel/noticias/70-dos-estudantes-deixam-igreja-durante-os-anos-de-universidade-diz-pesquisa.html
3.Genesis 3,15
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