domingo, 16 de outubro de 2016

Qual o interesse da ONU em promover o “Dia Internacional do Aborto Seguro”?

As ações da ONU refletem os interesses construídos internamente durante os últimos 60 anos


   As recentes pressões por parte da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre os países membros, no que condiz à legalização do aborto tem se dado de forma cada vez mais recorrente e descarada. A verdadeira guerra ideológica levada a termo pela organização mundial e suas subsidiárias contra as nações que ainda não legalizaram o aborto, só pode ser compreendida à luz do aparelhamento institucional que penetrou suas entranhas nos últimos 60 anos, a qual já alcançou o seu ponto nevrálgico.
   Embora o objetivo principal da ONU seja em teoria, a cooperação para o desenvolvimento econômico e a promoção dos Direitos Humanos nos países membros, o que se tem percebido recentemente é o desvio destes objetivos a fim de se promover os interesses de grupos econômicos organizados. Entre os anos 1960 e 1970, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que já trabalhava com recursos públicos em projetos para a redução da taxa de natalidade nos países em desenvolvimento, incluindo a esterilização e o aborto, deu um grande impulso financeiro para a constituição do Fundo para Atividades Populacionais das Nações Unidas (UNFPA).
   Em 1994, a Conferência de População no Cairo, foi invadida por diversas ONGs internacionais que já contavam com recursos milionários da Fundação Ford. Esta por sua vez, lançara na década de 1990 um relatório intitulado “Saúde Reprodutiva, uma estratégia para os anos 1990” que construiu as diretrizes a serem perseguidas pelo conjunto de ONGs sustentadas pela Fundação, e por conseqüência disso, surge pela primeira vez uma ação a nível mundial para garantir os chamados “Direitos Reprodutivos” dentro dos direitos humanos. Direitos Reprodutivos, em resumo, significa garantir que as mulheres possam ter a liberdade de escolher quantos filhos ter, e portanto, o Estado deve disponibilizar à sua população o acesso a à contracepção, esterilização e o aborto.
   Em 1996, foi realizada na Ilha de Glen Cove, uma conferência a portas fechadas contando com a presença de diversas ONGs feministas financiadas pelas fundações e representantes da ONU, a fim de que se pudesse promover uma nova interpretação dos tratados internacionais entre os países membros da ONU, fazendo com que o aborto fosse reconhecido como um direito fundamental baseado no Direito à Vida, uma vez que as mulheres que recorrem ao aborto clandestino tem grandes probabilidades de virem a óbito, tendo em vista a falta de estrutura destas clínicas. Desta forma, definiram como ponto inicial da estratégia, acusar os países que ainda não aprovaram o aborto de violar os Direitos Humanos [2]. É a partir deste entendimento que surge o conceito de “aborto seguro”.
   Mais recentemente, em 2014, o Vaticano foi acusado através de um relatório da ONU de torturar as mulheres através de seus ensinamentos sobre o aborto, e de violar tratados internacionais de direitos humanos por sua posição [3]. O relatório ainda foi incrementado com a acusação de que a Igreja estaria sendo negligente nos casos de punição e investigação da pedofilia, num flagrante de total contradição, do qual emerge o seguinte questionamento: como pode uma organização manifestar sua preocupação com as crianças que sofrem abusos sexuais, se não é capaz de defender o direito fundamental à vida destas. Com isso, ficou claramente demonstrada a propaganda ideológica por meio destas acusações à Igreja.
   Agora mais uma vez insurge uma verdadeira imposição da ONU, contrariando até mesmo a soberania popular de alguns dos países-membros, cuja população é majoritariamente contrária ao aborto. Sabe-se muito bem qual a sua estratégia ao instituir uma data para a promoção do aborto seguro. Trata-se na verdade, de mais um meio ardilosamente desenvolvido para se sobrepor às nações, e fazer estas “engolirem” aos poucos a mentira de que aborto é um direito humano, contrariando até mesmo os seus próprios tratados que reconhecem o direito à vida como inviolável e dever a ser garantido pelo Estado.
   Por tudo o que ficou exposto neste artigo, percebe-se que o aparelhamento do ONU a partir de ONGs financiadas com recursos milionários das fundações internacionais e da ingerência de determinados membros, não conduz ao bem comum dos países participantes e sim uma imposição de grupos poderosos que já se instalaram no alto escalão da mesma e tentarão fazer cair por terra direitos básicos e invioláveis, a fim de se promover os interesses particulares.
   Nós como Católicos e defensores da vida humana não podemos ficar quietos ante a tamanha afronta e desrespeito à soberania nacional. Devemos estudar e ficar atentos às manobras políticas internacionais que irrompem contra a vida e a família. Através da Citizengo, foram coletadas inúmeras assinaturas enviadas ao Secretário Geral da ONU para que esta afronta fosse cancelada. Com isto, vemos claramente a importância de estarmos atentos e unidos em oração e estudos. Este grupo precisa crescer, e você que costuma ler as nossas postagens procure se informar e transmitir essas informações no seu grupo paroquial e catequese, pois este é o único meio de vencermos esta grande batalha pela vida.

REFERÊNCIAS
1.http://www.thenewatlantis.com/publications/the-population-control-holocaust
2.http://acordaterradesantacruz.com.br/wp-content/uploads/2013/03/02-AssaltoEDestrui%C3%A7%C3%A3o.pdf

3.http://cleofas.com.br/onu-acusa-a-igreja-de-torturar-as-mulheres-com-seu-ensinamento-sobre-o-aborto/

domingo, 25 de setembro de 2016

A confusão formada por católicos "light" em torno do diálogo inter-religioso

Um vídeo recente do Papa Francisco sobre a necessidade do diálogo inter-religioso tem gerado uma grande polêmica entre aqueles que não compreenderam a integralidade da sua mensagem   


   Recentemente, o Santo Padre o Papa Francisco tem feito um excelente uso dos meios de comunicação modernos para difundir a mensagens de paz ao mundo inteiro. Estes meios são muito eficazes para a disseminação do evangelho, tanto é assim que um grande número de sacerdotes tem feito o mesmo para que a verdade do evangelho seja conhecida e abraçada por todos. Se no início da Igreja primitiva, as barreiras geográficas não foram capazes de sucumbir a evangelização, quanto mais hoje diante de tantos meios, a Boa-Nova da salvação tem se tornado mais acessível e presente em nossos lares.
   Se por um lado, o uso dos meios de comunicação tem garantido um avanço promissor na evangelização, por outro lado, geram como algo inerente à sua estrutura, uma verdadeira confusão quando aqueles que o recebem não conseguem compreender a mensagem transmitida dentro do seu contexto. Assim como a palavra de Deus exige uma série de pressupostos para o conhecimento do seu conteúdo de forma integral, também as informações geradas nas mídias sociais, requerem um conhecimento profundo ex-ante a fim de garantir que o verdadeiro teor da mensagem alcance o seu objetivo.
   Um destes vídeos do Papa vem causando uma série de erros de interpretação, especialmente por parte daquelas pessoas que se dizem “católicas” mas que curtem uma vez ou outra, frequentar centros espíritas ou seitas protestantes, especialmente quando se trata de buscar milagres, curas e outros feitos extraordinários que a pessoa considera para si como necessário e indispensável. O absurdo maior ainda, foi constatar que grande parte destas pessoas ocupam posições de destaque dentro de paróquias mas não compreendem sequer as verdades essenciais de sua fé.
   O vídeo ao qual nos referimos, encontra-se disponível abaixo, e trata-se de uma bela mensagem em que o Papa Francisco exorta os fiéis católicos a promoverem o dialogo inter-religioso. Na mensagem, aparecem pessoas de quatro crenças diferentes: judaísmo, cristianismo, budismo e islamismo. As palavras do Sumo Pontífice aparecem no vídeo animando o respeito entre as crenças uma vez que a fé e a prática religiosa, apresentam maiores pontos de intersecção que o ateísmo, e por isso, o diálogo torna-se viável.


   A confusão foi montada especialmente pelo erro de compreensão, uma vez que muitos tomaram a iniciativa do Papa como forma de legitimar o sincretismo religioso. Isto de muito convém para aqueles que não exercem de modo firme a sua fé e já deixaram se levar pela ideologia relativista que impera em nossos dias como já apresentamos em outro artigo aqui neste blog. Em que pesem as inúmeras argumentações equivocadas, uma só resposta faz cair por terra toda o proselitismo contrário à verdade: se o Papa estivesse considerando que todas as religiões são verdadeiras ou abrindo caminho para o sincretismo, estaria contrariando o evangelho e até mesmo faltando com a devida caridade  para com aqueles que durante a história da Igreja, deram seu sangue para defender a verdade única contida no evangelho. Lembremos que foi o próprio Cristo quem disse que: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vai ao pai senão por mim [1]
   Conforme dito no início deste artigo, a compreensão de uma mensagem em sua integralidade, só será efetiva à medida que consideremos o contexto da mesma, é por este motivo, que muitos católicos fazem confusão ao tratar de temas espinhosos como a inquisição e as cruzadas. Voltando ao assunto, precisamos compreender que vivemos em um tempo difícil, especialmente quando se trata da questão religiosa. De um lado, inúmeros ataques motivados por questões religiosas que se alastram pelo continente europeu, e de outro, a ideologia mundana que tenta irromper definitivamente com a dignidade da pessoa humana através do aborto por exemplo. Essa última ideologia tem cada vez mais o apoio de pessoas sem crença. Vejamos a importância, por exemplo, do diálogo inter-religioso, ao tratar da questão do aborto no Brasil, que faz Católicos, Evangélicos e Espíritas a se unirem em torno da mesma causa.

Marcha contra o aborto reúne católicos, evangélicos e
  espíritas no Centro da cidade de Campo Grande - MS 
      
   O vídeo do Papa, em nada muda a doutrina da Igreja, que sempre foi favorável ao diálogo entre as religiões, especialmente aquelas que têm aspectos em comum como as que foram apresentadas no vídeo, entretanto, a evangelização e a difusão da verdade do evangelho em nada devem mudar, antes irá suscitar a aproximação da fé legítima. No contexto atual, a mensagem do Papa Francisco vem sem dúvida, mostrar a importância do respeito através do diálogo entre as religiões sem que com isso, se deixe de buscar a evangelização por meio da Boa-Nova trazida por Cristo. Peçamos a intercessão de São Maximiliano Kolbe, aquele que em meio ao sofrimento da segunda guerra, se fez um servidor e evangelizador entre os judeus até o fim, sendo por isso mesmo martirizado por levar este trabalho ao extremo. São Maximiliano Kolbe, rogai por nós.

REFERÊNCIAS
  1. João 14,6

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Fertilização In Vitro e barriga de aluguel: seres humanos disponíveis na prateleira

Conheça a verdeira problemática em relação ao assunto e por que devemos ser contrários à FIV

   Existe uma polêmica grande quando se trata do tema Fertilização In Vitro. Apesar da boa disseminação pelas redes sociais, poucos são os meios que evidenciam de fato a verdadeira e mais problemática face desta questão. Apesar da pouca ênfase, é importante lembrar que no contexto atual, no qual se aprofunda a relativização da humana, potencializada pelo avanço da revolução sexual, o assunto tende a ser tratado de forma parcial, sem que se mostrem os resultados abomináveis que provém do mesmo.
   É importante compreender antes de tudo o que é a Fertilização in Vitro ou FIV como é mais comumente conhecida. Trata-se de uma técnica de reprodução assistida que consiste na coleta de gametas masculinos e femininos, de modo que a fecundação ocorre em laboratório de forma manipulada (por isso do nome “In Vitro”) até que o embrião esteja pronto para em seguida, ser implantado no útero, a fim de que se dê continuidade à gestação iniciada fora do ambiente natural. Até aqui, as informações que se têm a respeito da técnica são unânimes, bem como as críticas que são disparadas contra a Igreja e outras pessoas que veem a questão sob um âmbito mais liberal. No entanto, os interesses e problemas por detrás da temática são muito mais profundos que a mera visão técnica ou processual como se pretende apresentar à sociedade.
   Em primeiro lugar, trabalhando mais profundamente sob o conteúdo técnico da questão, importa ressaltar que neste tipo de reprodução as chances de sucessos variam diretamente com o número de embriões gerados, de modo que um procedimento será tanto mais eficiente quanto maior o número de embriões excedentes para garantir o resultado desejado [1]. O que fazer então com este excedente? Geralmente estes ficam congelados para que possam ser utilizados num momento oportuno ou ainda, no desenvolvimento de pesquisas, quando não, descartados. Segundo estimativas do Sistema Nacional de Embriões, hoje existem no Brasil cerca de 150 mil embriões congelados.  Mas que preocupação nós devemos ter com os embriões? Quais limites éticos que devem envolver esta questão?
   Em que pese nos dias atuais ser cada vez mais recorrente a ideologia assente de que o embrião não comporte qualquer aspecto humano, uma vez que se tenta justificar por uma tese absurda, que o mesmo não tem consciência ou poder de ação na sociedade (como se a vida dependesse unicamente das relações sociais), e portanto, não merece tanta atenção como é dada pelos pró-vidas, é fato consolidado e conclamado pela ciência que se o embrião não é um ser, então nenhum de nós o poderia, pois algum dia também fomos um embrião. Bater nesta tese sem fundamentos seria o mesmo que afirmar por exemplo, numa comparação bem rasa, que uma árvore nunca foi semente, ou ainda, querermos preservar uma mata sem dar atenção às sementes. O cientista francês Jérônime Lejeune, considerado o “pai da genética moderna” e descobridor da origem genética da Síndrome de Down sempre defendeu de forma muito racional esta tese, senão vejamos uma afirmação bastante esclarecedora sobre o assunto:
“Se um óvulo fecundado não é por si só um ser humano ele não poderia tornar-se um,pois nada é acrescentado a ele." [2].
   É importante observar ainda que na reprodução assistida, o elemento essencial para a geração natural de um ser humano, o amor conjugal, não se faz presente, de modo que a constituição da vida ocorre como se fosse uma mera produção manipulada, em outras palavras, uma manufatura biológica por assim dizer. Este fato traz consigo uma série de abominações que ajudam a relativizar cada vez mais o ser humano, como o caso de homossexuais que tem procurado mulheres dispostas a “alugar” seu ventre para gestar crianças, em troca de dinheiro. Não bastasse isso, em casos mais recentes, dois homens cedem seus espermatozoides para que a fertilização ocorra, de modo que tudo se passa como se fosse um jogo, uma verdadeira brincadeira com a vida de pessoas inocentes.
   A disseminação de métodos de reprodução assistida e seu uso indiscriminado jamais poderão comungar com os princípios cristãos, especialmente a caridade, e isto já foi comprovado nos parágrafos anteriores deste post, contudo, há quem diga que alguns métodos naturais sem sucesso, como o aborto espontâneo, também geram a morte. Com toda a certeza, quem sofre com estes problemas, poderá procurar um especialista para o devido tratamento, contudo, não se pode fechar os olhos e admitir que a vida humana seja manipulada e controlada como se fosse um objeto qualquer.
   Um cristão que se preze não deve jamais defender uma abominação destas, todavia, a disseminação de informação legítima sobre o assunto é necessária para que as pessoas movidas pelo interesse próprio ou pela oportunidade de gerar a vida, não caiam no engodo de muitos que tentam esconder o verdadeiro problema por detrás da questão. O Catecismo da Igreja Católica é taxativo em relação a este tema [3] ao abordar as conseqüências espirituais desta técnica e o caminho penitencial que um casal deve correr caso sofra com a esterilidade. Caso você conheça algum irmão ou irmã que pretende fazer uso desta técnica, não deixe de alertá-lo sobre o que tratamos aqui.

REFERÊNCIAS
1. http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2015/07/jn-mostra-discussao-delicada-sobre-destino-dos-embrioes-congelados.html

3. Catecismo da Igreja Católica (2376, 2378, 2379)

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Madre Teresa e o Aborto

Conheça o pensamento de Santa Teresa de Calcutá a respeito do aborto


No domingo, 04 de agosto, a Igreja declarou a santidade de Madre Teresa de Calcutá. Reconhecida no mundo inteiro pelo trabalho desenvolvido em atenção aos mais pobres, especialmente na Índia. Madre Teresa, ou melhor, Santa Teresa de Calcutá, ao que poucos sabem, também foi uma das mais proeminentes defensoras da vida no terceiro mundo, declarando-se inúmeras vezes contra o aborto, controle da natalidade e contracepção, sendo por isso, duramente criticada e perseguida.
O contexto presente na Índia à época em que Santa Teresa da Calcutá desenvolvia seu trabalho em auxílio aos pobres e doentes, ajudam a compreender melhor a sua luta em favor da vida. Desde a década de 1950, o país foi alvo de debates entre os demógrafos mundiais, especialmente quando em 1952, fundou-se o Conselho Populacional em Williamsburg, Estado de Nova York, tendo entre seus mentores John Rockefeller III, neto do magnata americano do petróleo, que passou a investir pesadamente em pesquisas e métodos para o controle populacional, dentre eles, o aborto.
Em 1950, a Índia possuía a segunda maior população do mundo (371.857) segundo a ONU, perdendo apenas para a China (550.771). Esta constatação chamou a atenção do Conselho Populacional, que passou a tratar do fato com um problema que colocava em cheque a segurança mundial. Entre 1959 e 1968, o Conselho Populacional começa a investir pesadamente no controle de natalidade por meio da esterilização e desenvolvimento de métodos contraceptivos. É nesta época que se implantam na Índia, fábricas de Dispositivos Intra-uterinos (DIU). Neste ínterim, mais especificamente no ano de 1966, a Fundação Rockfeller, passa a pressionar países de terceiro mundo para que estes assinassem uma declaração reconhecendo o crescimento populacional como um problema grave, a fim de que a ONU também pudesse ver o fato como uma ameaça e se unisse aos interesses das Fundações Ford e Rockefeller. A Índia foi uma das signatárias da declaração.
Em 1971, 8 anos antes de Santa Teresa de Calcutá receber o prêmio Nobel da Paz, o aborto é legalizado na Índia. Ao contrário dos governos e fundações, que imaginavam ser o crescimento populacional a pior ameaça para a humanidade, Madre Teresa considerava o aborto como uma desgraça tão grande que poderia ser tratada como um fator de destruição total do homem mais que qualquer doença ou privação material, senão vejamos uma de suas mais celebres frases sobre o assunto:
“Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de AIDS, mas matar crianças inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra.”
No ano de 1974, em pleno ápice do desenvolvimento de pesquisas demográficas e de controle populacional, quando se funda o IPAS, uma instituição privada internacional com sede na Carolina do Norte, cujo principal objetivo é a difusão do aborto clandestino nos países em desenvolvimento, surge um documento denominado relatório Kissinger, que passa a considerar o controle populacional no terceiro mundo, como um fator imprescindível para a segurança dos Estados Unidos.  Para Santa Teresa de Calcutá, ao contrário dos demógrafos, o aborto é a principal ameaça à paz na humanidade:
“Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança – um assassinato direto de um inocente – um assassinato pela própria mãe. E se nós aceitarmos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como nós podemos dizer para outras pessoas que não matem uns aos outros?”
Mesmo diante de uma realidade difícil na Índia, com um grande número de crianças abandonadas, Santa Teresa ousou lutar contra a mentalidade então subjacente que começava a mostrar-se em seu tempo, quando emergem opiniões no sentido de que o problema da pobreza deveria ser tratado entre outras formas por meio da contracepção e controle sobre a natalidade. Vejamos o que Teresa de Calcutá respondeu a Malcom Muggeridge, jornalista britânico, quando a questionou sobre o que ela pensava a respeito de pessoas que argumentavam haver muitas crianças na Índia
“Eu não concordo, porque Deus sempre providencia. Ele provê as flores e os pássaros, para tudo no mundo que ele criou. E essas crianças são a sua vida. Não pode nunca ser o bastante.”
Diante de afirmações tão claramente expostas, podemos com certeza concluir que a luta pela vida é importantíssima, e Santa Teresa de Calcutá, melhor que qualquer um de seu tempo, reconhecia que os problemas da pobreza e das doenças no mundo não devem ser tratadas pela morte de um inocente. A vida deve ser defendida em qualquer circunstância, e por isso, louvamos hoje a Deus por ter nos dado a graça de termos mais uma intercessora dos defensores da vida junto ao Pai do céu, rogando por este trabalho que foi considerado pelo Santo João Paulo II, o mesmo que beatificou Madre Teresa, como o mais importante da terra. Santa Teresa de Calcutá, rogai pelos defensores da Vida.

REFERÊNCIAS
2.Texto Cronologia da Cultura da Morte
4.http://pt.churchpop.com/6-frases-de-madre-teresa-de-calcuta-sobre-aborto/

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

IV Seminário de Biopolítica traz Sara Winter e aborda identidade feminina

O evento, realizado pelo núcleo de biopolítica da Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, acontece na PUCPR, em Curitiba



   O IV Seminário de Biopolítica, evento promovido anualmente pela Casa Pró-Vida Mãe Imaculada, ocorre no dia 17 de setembro e dessa vez traz como principal convidada a ex-feminista Sara Winter, conhecida por ter se tornado a primeira brasileira a integrar o grupo Femen, considerado o mais radical da Europa.  Depois da gravidez, a militante pró-aborto e anti-religiosa, que se autodenominava “sextremista”, tornou-se uma defensora da maternidade, do amor familiar, da fé, do entendimento e respeito mútuo entre homem e mulher.
   A partir do tema do tema do evento, que será  “A batalha da mulher cristã pela defesa da identidade feminina”, Sara relatará como a chamada “cultura da morte” a atraiu e a confundiu durante anos sobre sua identidade feminina.
   Na sequência, a jovem Laura Barreto abordará a vivência dos valores da fé católica na universidade, na vida social e política, trazendo a proposta de que a castidade, a modéstia e o contínuo estudo da fé podem caminhar juntos com o período da juventude, podendo o jovem ser testemunha de Cristo. Para o fechamento, Sirlei Regina Wozniak relatará suas experiências como esposa e mãe, promovendo uma perspectiva de futuro para as jovens.
   Os seminários de biopolítica promovidos pelo núcleo já contaram com a presença de Felipe Néry, Felipe Aquino e do padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior. Desta vez, o evento vai acontecer no auditório John Henry Newman, no campus do Prado Velho da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), das 14h às 18h.


   As inscrições podem ser feitas pelo site da Casa Pró-Vida. Para mais informações, é só mandar um e-mail para biopolitica@casaprovidami.com.br ou ligar para (41) 3156-0003.14h às 18h.
Por Jônatas Lima, Blog da Vida

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

O Aborto deve ser reconhecido como um Direito da Mulher?

O fato da vida humana se desenvolver no ventre de uma mulher lhe dá o direito de decidir sobre a mesma?



   As feministas e os promotores do aborto em todo o mundo, passaram nos últimos tempos à adotar em seus debates o discurso frágil e falacioso de que o aborto deve ser legalizado uma vez que se trata de um "Direito" que a mulher tem sobre seu corpo e portanto, como a gravidez é um processo natural próprio das mulheres, estas devem ter a opção de seguir em frente ou não com a mesma. 
   A partir desta premissa, alega-se que o Estado, provedor de serviços à população e especialmente aos mais carentes, deve garantir o acesso de toda a população ao chamado "aborto seguro", uma vez que não tendo condições de custear uma clínica particular, as mulheres pobres acabam recorrendo às clínicas clandestinas que segundo os pró-aborto, não estão devidamente aparelhadas para prover a interrupção da gravidez de forma segura. 
   Esta argumentação pode ser facilmente refutada à partir de princípios legais e filosóficos senão vejamos. É preciso compreender que o Direito à vida é inviolável conforme definido no artigo 5º da Constituição Federal brasileira, e deste modo, o Estado que capta recursos para gerar os serviços necessários ao bem-estar da população, deve garantir com base neste dispositivo a promoção e não a eliminação da vida. Embora a ONU, venha tentando durante os últimos anos, pressionada pelos movimentos feministas à mudar o sentido deste direito, de modo que o "direito" ao aborto seja interpretado como componente precípuo do Direito à vida, não devemos deixar de lado o bom senso para compreender profundamente o alcance desta garantia fundamental.
   Compreenda-se que a gravidez não trará prejuízo à vida da mãe, embora se tente argumentar através de uma tese absurda que no caso de gravidez indesejada, a mulher poderá sofrer com problemas psicológicos. Ademais, pela simples percepção fica claro que em se tratando de um ser humano em desenvolvimento, assim como o Estado tem de garantir os meios para a vida, também a mulher, deve ser responsabilizada se causar de modo deliberado a morte da criança que carrega no seu ventre, o qual por sua vez tem seu direito à vida garantido. 
   Em resposta ao título deste artigo, pode-se dizer claramente que o aborto não é um direito da mulher, uma vez que se trata da eliminação de uma vida sob a qual esta tem responsabilidade, a qual já deveria ter se antecipado à respeito das consequências durante a relação sexual e da mesma forma, o seu parceiro. Além disso, aprovar o aborto como um direito da mulher, significa por outro lado, suprimir o direito à vida da criança que carrega em seu ventre, ou seja, promover o a cruel eliminação da vida humana no seu estágio de maior fragilidade e dependência, o que por sua vez, agrava ainda mais o caso. Não permitamos uma barbaridade destas com um argumento tão frágil como propõem estes grupos, façamos a nossa parte estudando e eliminando este erro.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

A Assunção de Maria

Conheça os fundamentos do Dogma da Assunção de Nossa Senhora


   O dogma da Assunção de Maria, que gera inúmeros questionamentos, especialmente por parte dos protestantes, não pode ser compreendido senão à luz de uma meditação profunda à respeito dos mistérios da encarnação e ressurreição. É importante ressaltar antes de tudo, que a Igreja sempre proclamou dogmas de fé não como uma forma de imposição sob as quais não houvesse questionamentos, mas para que os homens e mulheres fiéis pudessem fazer um profundo exercício interior através da oração e da contemplação das Sagradas Escrituras, e desse modo encontrassem Verdades profundas lá contidas. Neste post, vamos analisar o mistério da Assunção de Maria aos céus à luz das Sagradas Escrituras e do Sagrado Magistério, mas também pela lógica filosófica contida na contemplação deste dogma.
   Este dogma foi proclamado pelo Papa Pio XII, no dia 1 de novembro de 1950 na Constituição Munificentissimus Deus [2], na qual se declarou que Maria foi elevada aos céus, e portanto não conheceu a morte. Ante esta afirmação, muitas pessoas de pouca meditação podem achar uma absurdo, porém, à luz da compreensão dos mistérios da salvação chegaremos a conclusão de que a proclamação sempre foi verdadeira desde o início dos tempos bastando ser reconhecida no momento oportuno.
   Em primeiro lugar, pode-se constatar pela lógica que se Maria foi concebida imaculada e sem macha do pecado Original como deveria ter acontecido por óbvio haja vista que Deus jamais habitaria em um ventre humano impuro, quanto mais tomar uma carne contaminada por tal imundície, e em decorrência deste fato, também não deveria passar pela morte, uma vez que fora preservada da punição proveniente da culpa original. Por uma consequência prática, Maria é chamada de a "Nova Eva", contudo, o evangelista quis deixar claro que apesar de tomar essa nova condição humana (ilibada do pecado Original), Maria, ao contrário de Eva  quis se submeter aos planos de Deus, e se foi pela submissão de Eva ao embuste soberbo de Satanás que o homem perdeu o paraíso (companhia de Deus), foi pela humildade de Maria que essa mereceu ser chamada de "cheia da graça" [2] garantindo assim a reabertura do paraíso aos homens.
   Deve-se lembrar por fim, que Maria não alcançaria a graça de não conhecer a morte se o filho Jesus não houvesse entregue seu próprio corpo como sacrifício para expiação do Pecado Original, ou seja, a Imaculada Conceição de Maria não teria efeitos ou jamais poderia ser levado à prática não fosse a revogação da sentença aplicada aos homens pelo primeiro pecado. 
   A Festa da Assunção de Maria é uma das mais importantes da Igreja e é celebrada no dia 15 de agosto, porém, como não se trata de um feriado no Brasil, excepcionalmente transfere-se a solenidade para o Domingo seguinte ao dia em questão a fim de que os fiéis possam celebrar com mais piedade este evento tão importantíssimo para a Santa Igreja. Que Maria, assunta aos céus, interceda por nós todos nessa data tão especial para os filhos da Igreja.

REFERÊNCIAS
1.http://w2.vatican.va/content/pius-xii/pt/apost_constitutions/documents/hf_p-xii_apc_19501101_munificentissimus-deus.html
2.Lucas 1,28