sexta-feira, 20 de março de 2015

Como o socialismo gramsciano está destruindo a Civilização Ocidental II – A Revolução Sexual


Nos últimos anos temos observado mudanças drásticas no comportamento da população brasileira. Casamentos desfeitos com rapidez, adolescentes entrando cada vez mais precocemente na vida sexual, banalização das relações afetivas e acesso fácil a filmes explícitos. Gradativamente, a sociedade mundial se abriu para a sexualidade desvinculada do casamento, e quotidianamente, as pessoas hoje mais parecem agir como animais no cio do que como seres racionais. Assim como o feminismo e a ideologia de gênero, também a revolução sexual contribui significativamente para o avanço da cultura da morte no mundo através da desagregação familiar. Neste artigo, vamos apresentar o desenvolvimento desta revolução, suas consequências sobre a vida das pessoas, e a sua raiz marxista.
No outro artigo desta série, destacamos que a doutrinação marxista segundo Gramsci, deveria ser feita através de um trabalho gradual de mudança na cultura da própria sociedade e não através da luta armada. Seus representantes deveriam adotar estratégias ideológicas precisas, alterando o comportamento hegemônico, a fim de que as pessoas pudessem aceitar o socialismo naturalmente. As mudanças na sexualidade já podem ser notadas. Um movimento que surgiu na década de 60 contribuiu muito para que houvesse esta alteração de mentalidade ocidental. Tendo o sexo livre como bandeira principal, advogavam contra a castidade e o matrimônio, considerando estes como produtos da opressão aos sentimentos naturais. Segundo seus seguidores, era necessária a “libertação” do corpo movido pela moral do sistema “opressor” capitalista. Seu principal lema era “paz e amor”, não-violência e sexo livre.
O movimento hippie que descrevemos acima, possuí raízes marxistas, porém, com caraterísticas mais próximas daquilo que Gramsci pregava. Eram contra o capitalismo, a propriedade privada e a delimitação de fronteiras. Defendiam os prazeres sem limites por considerarem o paraíso como sendo o momento presente e nada mais além (Paradise Now). Criticavam a abstinência, a castidade, o ascese e o controle sobre concupiscível, típicos da vida cristã, defendiam liberdade sexual e advogavam por relações abertas e pelas práticas hedonistas que não se limitavam apenas à busca do prazer sexual mas também através do uso de drogas e alucinógenos.
Por não acreditarem na existência de um Deus, buscavam viver independente de regras, este aspecto em especial fomentou a rebeldia de muitos filhos que em busca de uma pseudo-liberdade, deixavam suas famílias e lares para se juntarem ao grupo dos “descolados”. Em busca do prazer momentâneo, pautado sobretudo na descrença da vida eterna, se entregavam aos vícios unindo-se às comunidades separadas e vivendo de bens produzidos artesanalmente. Nessa época, muitos artistas se integraram a este modo de vida, expressando suas ideologias através de músicas no ritmo do Rock. Neste momento surge um lema famoso que atravessou épocas: sexo, drogas e rock and roll. Muitos até hoje, apreciam as músicas com os lemas oriundos destes grupos e sequer se dão conta das ideologias por trás das mesmas, é o que ouvi pouco tempo atrás em uma rádio de músicas sertanejas, com comentários sobre a vida de John Lennon. Não há nada de errado na defesa da paz, o grande problema é o que está por de traz desta defesa, ou seja, uma “paz sem Deus”, conforme defendiam os componentes do movimento. Este jargão inclusive, tornou-se uma insígnia da época. Mas diante de tudo isso perguntamos: é possível que exista uma paz sem Deus?
O mundo contemporâneo aprendeu bem como agir em busca do prazer, mas apesar da suposta “liberdade” oferecida em nossos dias é cada vez mais crescente o número de pessoas infelizes. Isso acontece porque imerso num mundo materialista e cegados pela engenharia social existente, as pessoas não conseguem compreender a essência humana, composta de uma carne que nos liga ao mundo e uma alma que liga o homem a Deus.
Santo Agostinho, em sua obra Cidade de Deus, afirma que o gênero humano vive sob a ordem de dois mundos: um mundo voltado para as preocupações temporais, e movidos então pela carne (Cidade dos homens) e outro dado à vida espiritual e portanto, voltada para Deus (Cidade de Deus). Quando o homem se concentra no primeiro mundo, se afasta das coisas de Deus e passa á viver em função da carne, porém, quando se concentra do segundo mundo, aproxima-se de Deus, e por consequência, sua mente e sua alma se elevam para a sabedoria divina. O principal problema de nossos tempos é o excesso de valor que o homem contemporâneo tem dado ao sentido carnal de sua existência. Os prazeres momentâneos não conseguem preencher aquilo de que a alma necessita, este fato em especial tende a causar uma série de sofrimentos que tem levado nossos jovens cada vez mais a seguir o caminho escuro, cujo fim é o suicídio.
Os valores cristãos da castidade, do matrimônio e das relações sexuais naturais (métodos billings e outros que excluem o uso de contraceptivos) estão sendo gradativamente destruídos. Basta ver como a mídia banaliza estas virtudes através de novelas e outros programas lascivos que pasmem eu, estão sendo apresentados em horário nobre, à vista das crianças. Graças à cultura da morte e o abandono das relações para com Deus, observa-se que até mesmo dentro da Igreja os jovens não procuram o casamento. Certo dia, numa cerimônia de crisma realizada na Paróquia em que participo, o Bispo que presidia aquela missa, pediu que levantassem a mão aqueles que pretendiam se casar futuramente, e para minha surpresa, nenhum jovem levantou a mão. Este fato mostra como o mal da revolução sexual já atingiu os jovens dentro da nossa própria Igreja.
É cada vez maior o número de pessoas frustradas, exatamente porque ainda não encontraram a resposta que buscam para suas almas. A revolução sexual acabou com todas as saídas, basta entrar num site para abrir o e-mail que na página inicial aparecem imagens e palavras de apoio às relações sexuais desregradas. Tudo aquilo que cultura Hippie pregava na década de 60 ainda ecoa de maneira forte em nossos dias. Então o que fazer perante esta situação??? Retomar o que a cultura da morte destruiu, ou seja, voltar à castidade e à procura da Cidade de Deus através dos sacramentos e principalmente, via trabalhos pastorais na comunidade para ocupar a cabeça com os bens celestes, diante da pornografia aberta em todos os lugares. Além disso, é sempre importante ter uma conversa franca e diálogo constante com os filhos a fim de instruí-los no caminho da verdade e da castidade.

Santa Agueda, Virgem e Mártir, rogai por nós na luta contra a revolução sexual 

REFERÊNCIAS
Santo Agostinho, Cidade de Deus. 2 Edição. Fundação Calouste Gulbenkian
Infoescola, Cultura:Hippies. www.infoescola.com/cultura/hippies/
Espaço acadêmico, O marxismo Gramsciano: política e liberdade. www.espacoacademico.com.br/083/83protasio.htm

sexta-feira, 13 de março de 2015

O Batismo de crianças pela Igreja Católica


Mais uma acusação de heresia extraída do blog Resistência Católica, para nos ajudar na formação deste artigo. Segue abaixo o questionamento levantado.
2ª heresia: Batismo de criançaRefutação: Mt 3.1-12, o texto diz que o BATISMO, deve ser para o ARREPENDIMENTO!Nota: Pode um bebezinho ainda no “colo” dos pais, se arrepender de algo?

Uma das questões mais recorrentes entre os protestantes para tentar desmoralizar os dogmas católicos, é afirmar que a Igreja comete erros ao batizar crianças visto que estas não possuem o discernimento necessário para decidir o caminho a escolher. Além disso, procuram questionar (como sempre), quais seriam as bases bíblicas para este ato da Igreja. Argumentam ainda, que o respaldo para o batismo de adultos, encontra-se na passagem do batismo de Jesus, alegando que este recebeu o sacramento somente aos 33 anos. Neste artigo, vamos demonstrar com argumentos teológicos e filosóficos esta afirmativa que gera tantos questionamentos, iniciando com a explanação sobre o significado do batismo segundo a fé católica, passando posteriormente pela análise das escrituras e os fundamentos lógicos deste ato.
Muito bem, deve-se antes de tudo, explicar o significado do batismo para a Igreja. O batismo, consagra e estabelece oficialmente o ingresso da pessoa na vida cristã com o perdão do pecado original e admissão no reino de Deus. É simultaneamente, a transição para uma vida de conversão tal como pregada por São João Batista nos tempos de Jesus e um chamamento para a missão segundo a palavra de Deus encarnada, ou seja, o próprio Jesus (Mt 3,17). Pelo batismo somos incorporados ao reino de Deus, somos adotados por este e diante do seu altar nos comprometemos pessoalmente ou através de pais e padrinhos a trabalhar pela construção deste reino, assim afirma o Sagrado Magistério através do Catecismo da Igreja (CIC § 1267 a§ 1271).
A partir de agora já podemos passar para a análise mais aprofundada desta questão. Vamos apresentar inicialmente, nossa argumentação com base nas Sagradas Escrituras, apesar de mais uma vez reforçar que os dogmas católicos estão fundamentados numa união tríplice que contempla as Sagradas Escrituras, Sagrada Tradição e o Sagrado Magistério, ou seja, vamos utilizar nesse primeiro momento apenas as passagens da bíblia para fundamentar este ensaio. Cabe observar que não existe qualquer passagem bíblica que defina a idade mínima para o batismo. Na verdade, o primeiro batismo efetivamente cristão foi o que o próprio Cristo recebeu de São João Batista às margens do Jordão (Mateus 3). Nesse momento inaugura-se por assim dizer, este sacramento de forma genuinamente cristã. Desde então, Deus abriu a porta para a nova vida em cristo, marcando com seu batismo essa entrada.
Ao longo de sua vida pública, Jesus convocou e “treinou” por assim dizer, algumas pessoas a fim de que estas pudessem dar continuidade à missão de evangelização e levar a verdade a todas as nações. Antes de sua ascensão, Ele oficializou essa missão: “Ide e fazei discípulos meus todas as nações batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19), portanto, foi o próprio Jesus que ordenou o batismo com a invocação à Santíssima Trindade. Como os discípulos, foram as primeiras testemunhas da palavra e a eles foi dada a missão de fundar a Igreja de Cristo, assim também é por eles e seus sucessores que deve acontecer o batismo efetivo tal qual desejado por Nosso Senhor. Ocorre, então que apenas o batismo Católico possui efetividade, uma vez que vêm dos próprios apóstolos, e não de uma seita criada a partir do Século XVI que modificou o rito praticado a mais de 1.500 anos.
Um segundo ponto à ser analisado sobre as escrituras, nesse sentido, é que apesar de não haver qualquer ordenação bíblica sobre a idade mínima para o sacramento batismal, algumas evidências nos levam a crer que todos devem ser admitidos no reino independente da idade. Por exemplo, na passagem descrita em Atos 10,44-48, observa-se que após a descida do Espírito Santo sobre o centurião Cornélio, toda a sua família foi batizada, ou seja, não há qualquer menção sobre a restrição com relação à idade dos que foram batizados. Um segundo ponto à ser observado, é que este fato não isenta a responsabilidade dos pais em batizarem seus filhos recém-nascidos, na verdade, as crianças devem desde cedo receber este sacramento para que sejam libertos do pecado original, e para que possam ser admitidos na família de Deus que é a Igreja, pois o próprio Jesus ordenou que as crianças viessem até ele (Lc 18,16).
Na tradição judaica, 8 dias após o nascimento, as crianças do sexo masculino recebiam a admissão oficial ao povo de Deus através da circuncisão e apresentação no templo. Segundo a antiga aliança, o sinal da comunhão com Deus se dava na carne, porém, com a paixão de Jesus o sinal da aliança na carne, passou a ser marcado pela crucificação de Nosso Senhor. A admissão ao povo agora não depende mais da circuncisão, mas da conversão e purificação do pecado original pela água, tal como no dilúvio. A tradição judaica admitia portanto, as crianças nos seus primeiros dias de vida ao povo de Deus e porque hoje teria de ser diferente? Se utilizarmos a passagem do batismo de Jesus ao pé da letra para determinar a idade mínima deste sacramento, seria necessário que todas as crianças cristãs fossem circuncidadas no oitavo dia de vida e aos 33 anos (se sobrevivessem até lá) batizadas.
Se nos primeiros dias de sua vida, as crianças não possuem o conhecimento necessário para se submeterem ao batismo, sua promessa de conversão e missão podem ser feitas pela boca dos pais e padrinhos que depois serão os responsáveis pela condução deste filho na vida cristã. Acaso uma mãe de um recém-nascido, quando este chora de fome, aguarda a chegada deste filho à maturidade para que o mesmo possa discernir quais alimentos os serão necessários? O mesmo raciocínio é valido para as crianças que serão batizadas, o tempo de escolha ocorrerá de fato até que este seja confirmado pelo sacramento da crisma, mas este assunto será tratado em outro post. Por ora, vale entender que a Igreja sempre batizou as crianças pois conhece a necessidade da purificação destas do pecado original e de sua formação católica ao longo da vida com auxílio dos pais e padrinhos.

sábado, 7 de março de 2015

A Religião como centro da sociedade


   Alguns dias atrás, durante um curso para o meu trabalho, me deparei com alguns colegas cujas ideologias são fortemente enraizadas no marxismo, conversando sobre a influência da Igreja Católica na sociedade. Afirmavam que a Igreja possui poder de influência e dinheiro para promover seus propósitos, visto que estava presente em todas as cidades, desde as pequenas até as maiores. Nesta elucubração, lembravam que em cada cidade a Igreja situava-se estrategicamente no centro, e sendo assim, sua capacidade de influenciar se dava de maneira silenciosa mas sempre presente. Esta conversa me fez também pensar, quão difícil é, para os materialistas, identificar os benefícios promovidos pelo transcendente papel da religião. Em suma, o marxismo trouxe uma série de malefícios ao pensamento humano, sendo o déficit intelectual o mais proeminente deles, principalmente quando se trata de compreender os fenômenos que ultrapassam a matéria.
   É óbvio que na situação em que nos encontramos, seja difícil para qualquer um conseguir notar algo de bom além daquilo que os olhos veem, esta tarefa é ainda mais complexa para os materialistas. Acredito que assim como estes colegas, muitos não conseguem compreender que a construção da sociedade Ocidental através dos tempos, se deve em grande parte, às ações diretas da Igreja Católica. Antigamente, qualquer governante que se prezasse, antes de propor alguma outra ação dentro do seu território, deveria consagrar a Deus seu povo e suas terras, visto compreender serem estas uma dádiva entregue a sua responsabilidade, além disso, a presença de capelas no centro das cidades deve-se também ao trabalho de orientação espiritual indispensável aos fiéis. Para aqueles que tem um contato presente com a religião isto parece ser óbvio, mas não o é para as pessoas que se limitam a acreditar tão meramente nas informações que os sentidos oferecem.
   São poucos nestes dias, os capazes de identificar os benefícios que a Igreja Católica trouxe à sociedade. Ao longo de sua história, muito foi feito em prol da humanidade, ainda que se fechem os olhos à esta realidade. Neste momento, vamos nos ater apenas a dois exemplos fundamentais que marcaram a história. A origem das Universidades na Idade Média, por exemplo, deve-se ao surgimento de classes vinculadas aos conventos e catedrais, e ao contrário do que se ensina nas escolas de hoje, prevalecia o livre debate e a proteção dos alunos contra quaisquer tipos de abusos (basta ver os conteúdos de uma Suma Teológica). Apesar da participação simultânea do Estado na educação, sabe-se a maioria das universidades de renome que hoje conhecemos surgiram graças à Igreja; dois grandes exemplos são as universidades de Oxford e Paris. Outro grande exemplo, foram as artes e a arquitetura, que até hoje estão presentes nas grandes catedrais. Ao contrário das artes modernas, nas quais dificilmente encontram-se traços lógicos, a arquitetura medieval, bem como as artes renascentistas, sempre apresentaram uma sequência, um fundamento em cada um detalhe de suas obras. O professor e historiador Thomas Woods, apresenta estas informações com grandes detalhes no seu livro intitulado: Como a Igreja Católica Construiu a Civilização Ocidental.
   Se para alguns é mais útil reconhecer as benesses que a Igreja promove até hoje na humanidade, para outros é mais fácil criticar e nada fazer para o bem do próximo. A construção de uma Igreja no centro de uma cidade ou uma simples capela em um prédio público ou privado, revela a importância e a centralidade da fé daquele que foi responsável pela sua construção. A Igreja foi a grande responsável pela formação moral da civilização ocidental, não fosse o árduo trabalho de evangelização de tantos desde muito tempo, hoje ainda estaríamos vendo “espetáculos” de assassínios em arenas como era comum nos primeiros séculos da era cristã. Basta ver quão diferente é a sociedade oriental hoje dominada pela cultura islâmica.
   Nossa cultura está cada vez mais voltada para o material e isso não é um fato que inédito, pois o Papa Pio XII em uma de suas radiomensagens de natal já alertava que o desenvolvimento técnico havia colocado "o homem em condição desfavorável para procurar, ver e aceitar as verdades e os bens sobrenaturais". Em outras palavras, as pessoas se encontram num estágio de deslumbramento com as maravilhas do mundo moderno, e pouco a pouco abandonam o criador. Essa mensagem parece ecoar em nossos dias. Cada vez mais, os discursos materialistas ganham espaço e se levantam contra aquela que foi responsável pela formação da cultura ocidental com todas as suas benesses. 

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O martírio dos cristãos Orientais e a indiferença dos Católicos Ocidentais


Poucos dias atrás, recebemos a triste notícia do massacre a 21 cristãos coptas no continente africano pelo grupo radical islâmico ISIS. Tal fato, pouco noticiado pela mídia, também não fez eco nos meios cristãos. As cenas bárbaras deste genocídio, estão disponíveis integralmente na internet. Apesar disso tudo, aqui no Ocidente, aonde esse tipo de perseguição ainda não chegou, se observa uma atmosfera de indiferença, não somente por este fato, mas sobretudo pela negligência dos cristãos católicos em relação ao período quaresmal. Cinemas lotados atraem multidão de pessoas (entre elas aquelas que se dizem cristãs), que aguardam ansiosamente nas filas de cinema, as sessões de um filme de cunho pornográfico e sádico.
Estes dois fatos isolados mostram, e comprovam que a cultura cristã ocidental está sofrendo um grande declínio. Não fosse a força da Igreja de Cristo, as perseguições islâmicas hoje já teriam alcançado até mesmo o nosso país. Aqui a corrosão se dá de outra maneira, mas não menos promissora do que aquela do mundo oriental, a grande diferença encontra-se apenas num único fato: aconivência. Se lá, os irmãos preferem derramar seu sangue à se converter a uma doutrina estranha, aqui eles a acatam espontaneamente, sem necessidade de armas ou ameaça física, mas pelo desleixo e pelo modismo mesmo.
É triste notar que cada vez mais, os católicos ocidentais se tornam tíbios e pouco comprometidos com a união de sua Igreja. Até mesmo alguns padres estão sendo negligentes nessa matéria deixando seus fiéis seguirem o rumo do mundo. Poucos dias atrás, em um grupo de whatsapp da Igreja, observei que uma moça convidara o sacerdote para assistir o filme acima citado. Ao ler o convite, questionei a irmã se ela sabia que o conteúdo do filme era pornográfico e sádico. Aproveitei também para alertá-la que estávamos na quaresma e que tal ato seria um desagravo ao Nosso Senhor Jesus. Qual não foi o meu espanto quando o sacerdote convidado tão prontamente respondeu que não há nada de errado em assistir, mas sim no que fazer depois do filme. Para finalizar,argumentou que algumas novelas conseguem ser mais pornográficas que este filme. O que se esperar, se até mesmo espíritas e evangélicos estão se declarando contra este filme e um padre não orienta seus fiéis do contrário?
O que chama a atenção, é ver sobretudo a falta de respeito com o período que é propício á conversão. No exato momento em que a Igreja do Brasil entra nesse período de penitência para a conversão, eis que surge mais uma armadilha de satanás para fazer cair os mais incautos. O grande problema é que tal como no paraíso temos as duas opções: ou comemos do fruto da árvore proibida ou não comemos, ou vamos assistir esse filme ou não vamos, as consequências depois deverão ser acertadas com Deus, fato é que todos deveriam aproveitar para fazer um jejum dessas bobagens na quaresma para voltar nossos corações a Deus.
Mais triste que isso, é notar que para filmes edificantes como Irmã Dulce e Blood Money, ninguém fez questão de ir aos cinemas.Não podemos seguir a Deus e ao mundo, pois amaremos mais a um do que outro. Deus deve ser a nossa escolha, mas será que os que se dizem católicos aqui no ocidente teriam a mesma coragem dos nossos irmãos coptas, que mesmo diante da escolha entre a vida e uma morte cruel preferiram esta última em nome de Cristo? Pelo visto, acredito que não, pois os cristãos de cá já se entregaram aos prazeres do mundo ocidental e estão abandonando Deus gradativamente. Resta-nos apenas rezar pelos católicoslight e pelos padres modernistas. Que Deus proteja a nossa civilização construída pela igreja e pelo sangue de tantos mártires.

Uma Santa a abençoada quaresma para todos!!

Santo Estevão, Rogai por nós

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Objetos de devoção ou de Superstições?


Lembro-me de certa ocasião em que fui questionado por um colega protestante sobre um escapulário que eu usava. A pergunta foi objetiva, direta e carregada de preconceitos (como era de se esperar partindo de um protestante): nossa!!! um amuleto? perguntouele assustando tocando o objeto de devoção. Como ainda não era um católico fiel e instruído fiquei sem resposta. Assim como eu naquela época, muitos católicos hoje se calam diante de tais ofensas pelo fato de não se aprofundarem na sua fé. Neste artigo,vamos apresentar os fundamentos para o uso dos objetos de devoção explicando o seu real sentido e sua efetiva utilidade.
Para nós católicos, muitos dos objetos de devoção (imagens sacras, escapulários, rosário entre outros), servem para nos inspirar nafé, sendo que cada um deles possuí um sentido, um uso que lhe é peculiar. Cabe ressaltar antes de tudo, que a função destes objetos não é a de proteger o seu usuário do azar ou de um evento inesperado, pelo contrário, reconhecendo que a fé Católica se fundamenta na providência divina, não há porque se recorrer às superstições. É óbvio que alguns católicos pouco instruídos,infelizmente fazem mau uso destes artigos, mas trataremos deste assunto mais detalhadamente dando alguns exemplos dos objetos de devoção e do seu real uso. Então vejamos:
a)Imagens Sacras: já afirmamos em outro artigo aqui neste blog, que ao contrário do que afirmam os protestantes, as imagens nos servem apenas para inspiração na fé e jamais para adoração que é reservada somente a Deus. As imagens, servem para nos lembrar das pessoas que o representam, por exemplo, quando olhamos para uma figura ou escultura representando São Francisco de Assis, lembramos das suas virtudes de caridade e ascese que o aproximaram de Jesus, além disso, reconhecemos que o mesmo intercede junto a Jesus por nós, a fim de que um dia chegarmos à plenitude da graça, assim como ele mesmo chegou.
Muitos católicos desinformados, costumam utilizar imagens sacras com fins que escapam à sua verdadeira devoção. Este o famoso caso de moços e moças que costumam virar a imagem de Santo Antonio de cabeça para baixo, esperando que este lhe interceda na graça de um casamento. Além de reduzirem a figura de um santo caridoso e casto a uma espécie de cúpido, ainda cometem um grande pecado ao utilizar sua imagem de maneira supersticiosa.
As imagens jamais devem ser utilizadas desta maneira, antes, devem lembrar das pessoas que o representam e nos incitar á agir como eles, sembre lembrando que os Santos estão nos céus intercedendo sempre pela nossa salvação.
b) O Santo Rosário: a palavra Rosário, significa “coroa de rosas”, e sua devoção já é praticada desde o ano 800 da era cristã. No santo rosário se medita os mistérios da vida de Jesus e de Maria, serve para que os fiéis possam rezar e ao mesmo tempo meditar os mistérios. Atualmente, surgiram algumas formas de uso nada ortodoxas do Santo rosário, entre elas, o adorno no pescoço como se o mesmo fosse um colar. Não há nada de errado nisso, desde que o fiel o utilize mais para rezar do que para adorná-lo. Ao contrário do que alguns pensam, nenhum rosário pode livrar a pessoa do mal se esta não o utilizar para rezar.
É importante lembrar alguns fatos. Alguns protestantes costumam afirmar que a oração do rosário é condenada pela bíblia baseando-se em Mateus 6,7; aonde Jesus orienta os seus à não usarem vãs repetições ao rezar, tal como faziam os pagãos naquele tempo, no entanto, já na passagem seguinte notamos como Jesus ensina seu povo a rezar da maneira correta através do Pai Nosso (Mt 6,9-13), ou seja, uma oração que deverá ser repetida. Não vamos nos ater neste caso específico, mas é bom lembrar que Jesus falava sobre as orações equivocadas que os pagãos faziam, ou seja, sobre as repetições vazias (visto que não eram direcionadas a Deus, pois eram pagãos), bem como aquelas repetições sem sentido.
c) O Escapulário: Segundo a tradição, foi entregue à São Simão Stock, um eremita, diretamente por Nossa Senhora do Carmo. O nome deriva do latim scapulae (ombros), aonde se faz referência ao manto usado pelos servos. O sentido do uso do escapulário é o de justamente estar a serviço da Igreja e dos irmãos, fazendo lembrança à passagem do lava-pés quando Jesus usou um avental (em algumas traduções se diz que usou toalha) e lavou os pés dos seus discípulos em sinal de servidão. O escapulário deve ser imposto por um sacerdote antes de ser utilizado, e deve ser abençoado todos os anos na festa de Nossa Senhora do Carmo.
Não se trata de usar como um amuleto, mas de mostrar ao mundo que estamos a serviço de Jesus e de sua mãe. Mostrar nossa disponibilidade em ajudar os irmãos que necessitam de nosso auxílio seja pela ajuda material ou espiritual.
d) Crucifixo: A cruz é sem dúvida o símbolo mais comum entre todas as religiões cristãs. Todo o mistério de salvação se deu por meio deste instrumento, e portanto, não poderia ser esquecida jamais. A cruz significa também o seguimento total a Jesus, pois este deixou bem claro que para segui-lo deveríamos tomar sua nossa cruz todos os dias (Lc 9,23). Carregar a cruz no peito significa lembrar a cada instante do modo que devemos viver e para quem vivemos.
Estes foram alguns objetos de devoção mais comuns entre os católicos, é claro que existem muitos outros, mas nos atemos aos principais somente para fins de exemplo. Diante desta exposição, constatamos 3 coisas importantes: 1) O fim dos objetos de devoção é aumentar a fé e manter constante a fé dos fiéis seja pela oração (rosário), intercessão (imagens), serviço (escapulário) e resignação (cruz); 2) Os objetos devem ser usados para fins supersticiosos; e 3) Não há nada de errado no uso dos objetos desde que sejam utilizados da forma correta.
Por fim, devemos sempre lembrar que os objetos de devoção são antes de tudo armas para o combate espiritual constante contra o demônio que a todo instante tenta nos fazer pecar. Este procuram todos os meios possíveis para nos levar ao sofrimento eterno no seu reino, por isso, é necessário fazer o uso correto e constante dos objetos de devoção para combatermos firmemente contra o mal.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

#Precisamos falar sobre cartilhas confiscadas


Dois fatos importantes marcaram a vida dos cristãos nos dois últimos meses, fatos estes que se contrapõem, e demonstram o grau de avanço da cultura da morte em nosso país. É necessário manter a fé e orar constantemente porque as forças do maligno já encontraram o seu espaço entre nós e progridem de uma forma assustadora. Estamos no tempo do advento e não devemos nos esquecer das palavras deste tempo, que clamam pela necessidade de um estado de constante vigilância e oração. Vamos aos fatos..
O primeiro destes, foi a publicação de uma campanha pela “discussão” do aborto por uma revista famosa. Esta ação contou com o apoio de artistas aclamados pela mídia secular, que deram cada qual seu parecer favorável à descriminalização do aborto, inclusive através de argumentações pífias e infundamentadas. A campanha da revista consiste no incentivo à disseminação de supostos números e pesquisas sobre o tema nas redes sociais, além da divulgação do cartaz sobre o tema por parte dos seus leitores.
O outro fato que também teve grande repercussão nos blogs cristãos (isso mesmo somente nos meios cristãos, visto que a mídia secular faz questão de abafar este tipo de informação), foi o confisco de cartilhas de bioética, distribuída a professores de Ensino Religioso num fórum realizado sobre este tema no mês de Março. Esta mesma cartilha foi distribuída durante a Jornada Mundial da Juventude realizada no Brasil em Julho do ano passado. O confisco foi realizado mediante uma denúncia junto ao Ministério público, naquela ocasião, argumentou-se que a citada cartilha possuía conteúdo machista e homofóbico.
Salta aos olhos de qualquer pessoa que detenha de um mínimo de senso moral, observar a forma adversa no desfecho destes dois fatos. No primeiro caso, é óbvio que sendo o aborto um crime (na verdade um homicídio), este deveria ser tratado como tal e a sua apologia também deveria ser investigada, sem contar que o artigo da revista era bastante tendencioso no sentido de mostrar a necessidade da legalização do aborto sem dar espaços aos argumentos pró-vida, como ficou bem ressaltado em um artigo do jornal Gazeta do Povo.
No outro plano, observamos a que grau chegou a perseguição aos cristãos neste país, apesar das duras lutas do seu povo para combater este mal. O caso do confisco das cartilhas pró-vida mostra bem este lado. Este material continha fundamentações científicas bastante claras, e que demostravam os efeitos nefastos do aborto e dos métodos contraceptivos sobre a dignidade da pessoa humana. Apesar de todos os esforços, a cartilha foi censurada e de quebra os fóruns de Ensino religioso não serão mais realizados.
Eis as conquistas da cultura da morte. De um lado, um artigo tendencioso sobre o aborto publicado numa revista não recebe qualquer sanção, mesmo se tratando de defender o homicídio de um inocente, por outro lado, uma cartilha que procura esclarecer os jovens sobre o assunto, através de bases bem fundamentadas é tratada como criminosa. O que se esperar da sociedade brasileira neste momento? Pelo visto estamos caminhando mesmo à passos largos em direção à inversão de valores e à decadência moral.
Se querem discutir o aborto tudo bem, mas vamos tratar do tema com imparcialidade dando condições para que as pessoas que pensam diferente possam manifestar a sua posição, sobretudo, sem esconder ou censurar a verdade.

Que Deus nos ajude a vencer os avanços da cultura da morte no Brasil

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Como o socialismo gramsciano está destruindo a Civilização Ocidental I – O Feminismo


Não há nada que um Socialista almeje mais do que a luta de classes. Essa luta preconizada inicialmente por Karl Marx e aperfeiçoada pelos seus seguidores, visa fortalecer a segregação na sociedade familiar a fim de que se possa abrir caminho para a imposição dos seus ideais. Deve-se criar um ambiente de constante hostilidade entre homens e mulheres, e entre pais e filhos para garantir o avanço da ideologia. Neste primeiro artigo da série, vamos esclarecer a forma encontrada pelo socialismo para colocar as mulheres contra os homens: o feminismo.
Os ideais Socialistas ganharam força no Ocidente graças à estratégia de Antonio Gramsci. Segundo este, a inserção do esquerdismo na civilização ocidental somente seria possível pela mudança na estrutura desta sociedade, a fim de que essa pudesse à longo prazo, aceitar e buscar o Socialismo como forma de organização política e social. A destruição da estrutura predominante seria condição sine qua non seus ideais não poderiam avançar, é neste contexto que surgem as diversas formas de segregação social, entre elas o feminismo.
Outro comunista (Nietzche) já afirmara que para se construir algo novo antes seria necessária a destruição da estrutura preexistente, é exatamente a partir desta afirmação, que se observaram os avanços da ideologia de esquerda sobre a sociedade Ocidental. Falando especificamente sobre o feminismo, nota-se antes de tudo que o seu avanço, apenas tornou-se possível graças à desconstrução do papel da mulher dentro da família e da sociedade. Vendeu-se a ideia de que a mulher é uma mera peça de subversão dentro do modelo familiar capitalista. Esclarecemos esta ideia agora com mais detalhes.
Segundo a lógica feminista, as mulheres se encontram à margem da sociedade, trabalhando para manter o sistema capitalista em pleno funcionamento. Costumam com frequência alegar que o sistema às relegou uma posição secundária, colocando-as em funções acessórias que não tem valor para a sociedade, entre as funções consideradas “insignificantes” estão as seguintes:cuidar da casa, do marido e dos filhos.
Uma das argumentações mais proeminentes propagadas nos meios feministas, é a de que a sociedade ocidental, desde a ascensão do capitalismo ficou dividida em duas esferas: a pública e a privada. A esfera pública, composta basicamente por homens, compreende a maior parte das relações sociais, estas relações se estabelecem através do trabalho, da política e da religião. Na esfera privada encontram-se as relações familiares (mães, pais e filhos), que ficam sob a responsabilidade exclusiva das mulheres, e sendo assim, estas representariam a maioria neste segmento.
No contexto das argumentações anteriores, depreende-se que as mulheres deveriam sair deste estado de subversão e buscar sua inserção na esfera pública, e sendo assim, as funções familiares (filhos, casa e marido) poderiam ser terceirizadas, procrastinas ou até mesmo eliminadas, a fim de garantir o seu “acesso” na esfera pública.
As feministas sustentam ainda que o sistema capitalista, às transformou em propriedades dos homens, uma vez que estes trabalham para sustentá-las. Fomentam ainda a ideia de abstenção ao matrimônio, uma vez que para serem “livres” não deveriam casar-se para não correr o risco de se tornarem propriedade dos seus maridos, e vão mais além, ao afirmar que sendo “independentes” e geradores da vida dentro de si, podem decidir o momento certo para terem os filhos, sendo lhes facultada inclusiva a opção pelo aborto, visto ser este um direito que elas devem ter sobre seus próprios corpos.
Considerando a primeira argumentação, de que o sistema capitalista promoveu a divisão de trabalho entre homens e mulheres, podemos evidenciar por um aspecto bem claro que esta não possuí fundamentos, senão vejamos. Nas tribos indígenas, por exemplo, aonde jamais ocorreu qualquer contato com o sistema capitalista sempre existiu divisão de tarefas, ou seja, os homens saem para caçar e as mulheres cuidam dos demais afazeres na tribo (plantio, cuidado dos filhos e da alimentação dos homens). Até mesmo os judeus que escreveram o Gênesis já notaram esta distribuição natural ao relatar que pelo pecado original, ao homem foi dada a função de trabalhar a terra e colher o pão através do suor do seu rosto e à mulher as dores do parto.
O principal propósito desta teoria implementada pelo feminismo é justamente promover a segmentação entre homens e mulheres, dando a entender que aos homens é dado o “privilégio” da participação social enquanto estas ficam relegadas à meras empregadas confinadas em suas casas cuidando do seus filhos. É justamente aqui que ocorre a desconstrução. As próprias feministas sustentam que o cuidado dos filhos e do lar seja algo sem qualquer valor, e que portanto, não deveria ser relegado às mulheres, no entanto, no contexto familiar cristão, o cuidado do lar e dos filhos possuí um valor maior até mesmo que o da produção propriamente dita.
Não estamos com isso afirmando que as mulheres devam permanecer a vida inteira confinadas em suas casas sem buscar o trabalho fora dela, pelo contrário, as mulheres possuem sim condições para serem inseridas no mercado, e devem ser respeitadas por isso, entretanto, assim como os homens não podem deixar de participar de sua essência natural, que se estabelece pela vida matrimonial e familiar, bem como nos cuidados dos filhos respeitando as suas características naturais inerentes (gravidez, amamentação e os demais cuidados).
É notável portanto o esforço dos ideólogos socialistas ocidentais, para fazerem frente à destruição da família através da desfiguração do papel da mulher no matrimônio. Cabe lembrar por fim que essas mudanças têm causado impactos bem profundos sobre a sociedade, basta ver a redução das taxas de fecundidade e de casamentos nos últimos 60 anos, período este considerado como de ascensão dos ideais feministas. Todo o magistério trazido pela Igreja, tratando do matrimônio ao longo de anos está sendo gradativamente solapado por conta desta ideologia destrutiva, cabe a nós, alertar nossos irmãos e reforçar o sentido do matrimônio na catequese e nos grupos de nossas Igrejas.

Que Deus nos dê forças para defender a instituição familiar.
São João Paulo II rogai por nós....