sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

#Precisamos falar sobre cartilhas confiscadas


Dois fatos importantes marcaram a vida dos cristãos nos dois últimos meses, fatos estes que se contrapõem, e demonstram o grau de avanço da cultura da morte em nosso país. É necessário manter a fé e orar constantemente porque as forças do maligno já encontraram o seu espaço entre nós e progridem de uma forma assustadora. Estamos no tempo do advento e não devemos nos esquecer das palavras deste tempo, que clamam pela necessidade de um estado de constante vigilância e oração. Vamos aos fatos..
O primeiro destes, foi a publicação de uma campanha pela “discussão” do aborto por uma revista famosa. Esta ação contou com o apoio de artistas aclamados pela mídia secular, que deram cada qual seu parecer favorável à descriminalização do aborto, inclusive através de argumentações pífias e infundamentadas. A campanha da revista consiste no incentivo à disseminação de supostos números e pesquisas sobre o tema nas redes sociais, além da divulgação do cartaz sobre o tema por parte dos seus leitores.
O outro fato que também teve grande repercussão nos blogs cristãos (isso mesmo somente nos meios cristãos, visto que a mídia secular faz questão de abafar este tipo de informação), foi o confisco de cartilhas de bioética, distribuída a professores de Ensino Religioso num fórum realizado sobre este tema no mês de Março. Esta mesma cartilha foi distribuída durante a Jornada Mundial da Juventude realizada no Brasil em Julho do ano passado. O confisco foi realizado mediante uma denúncia junto ao Ministério público, naquela ocasião, argumentou-se que a citada cartilha possuía conteúdo machista e homofóbico.
Salta aos olhos de qualquer pessoa que detenha de um mínimo de senso moral, observar a forma adversa no desfecho destes dois fatos. No primeiro caso, é óbvio que sendo o aborto um crime (na verdade um homicídio), este deveria ser tratado como tal e a sua apologia também deveria ser investigada, sem contar que o artigo da revista era bastante tendencioso no sentido de mostrar a necessidade da legalização do aborto sem dar espaços aos argumentos pró-vida, como ficou bem ressaltado em um artigo do jornal Gazeta do Povo.
No outro plano, observamos a que grau chegou a perseguição aos cristãos neste país, apesar das duras lutas do seu povo para combater este mal. O caso do confisco das cartilhas pró-vida mostra bem este lado. Este material continha fundamentações científicas bastante claras, e que demostravam os efeitos nefastos do aborto e dos métodos contraceptivos sobre a dignidade da pessoa humana. Apesar de todos os esforços, a cartilha foi censurada e de quebra os fóruns de Ensino religioso não serão mais realizados.
Eis as conquistas da cultura da morte. De um lado, um artigo tendencioso sobre o aborto publicado numa revista não recebe qualquer sanção, mesmo se tratando de defender o homicídio de um inocente, por outro lado, uma cartilha que procura esclarecer os jovens sobre o assunto, através de bases bem fundamentadas é tratada como criminosa. O que se esperar da sociedade brasileira neste momento? Pelo visto estamos caminhando mesmo à passos largos em direção à inversão de valores e à decadência moral.
Se querem discutir o aborto tudo bem, mas vamos tratar do tema com imparcialidade dando condições para que as pessoas que pensam diferente possam manifestar a sua posição, sobretudo, sem esconder ou censurar a verdade.

Que Deus nos ajude a vencer os avanços da cultura da morte no Brasil

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Como o socialismo gramsciano está destruindo a Civilização Ocidental I – O Feminismo


Não há nada que um Socialista almeje mais do que a luta de classes. Essa luta preconizada inicialmente por Karl Marx e aperfeiçoada pelos seus seguidores, visa fortalecer a segregação na sociedade familiar a fim de que se possa abrir caminho para a imposição dos seus ideais. Deve-se criar um ambiente de constante hostilidade entre homens e mulheres, e entre pais e filhos para garantir o avanço da ideologia. Neste primeiro artigo da série, vamos esclarecer a forma encontrada pelo socialismo para colocar as mulheres contra os homens: o feminismo.
Os ideais Socialistas ganharam força no Ocidente graças à estratégia de Antonio Gramsci. Segundo este, a inserção do esquerdismo na civilização ocidental somente seria possível pela mudança na estrutura desta sociedade, a fim de que essa pudesse à longo prazo, aceitar e buscar o Socialismo como forma de organização política e social. A destruição da estrutura predominante seria condição sine qua non seus ideais não poderiam avançar, é neste contexto que surgem as diversas formas de segregação social, entre elas o feminismo.
Outro comunista (Nietzche) já afirmara que para se construir algo novo antes seria necessária a destruição da estrutura preexistente, é exatamente a partir desta afirmação, que se observaram os avanços da ideologia de esquerda sobre a sociedade Ocidental. Falando especificamente sobre o feminismo, nota-se antes de tudo que o seu avanço, apenas tornou-se possível graças à desconstrução do papel da mulher dentro da família e da sociedade. Vendeu-se a ideia de que a mulher é uma mera peça de subversão dentro do modelo familiar capitalista. Esclarecemos esta ideia agora com mais detalhes.
Segundo a lógica feminista, as mulheres se encontram à margem da sociedade, trabalhando para manter o sistema capitalista em pleno funcionamento. Costumam com frequência alegar que o sistema às relegou uma posição secundária, colocando-as em funções acessórias que não tem valor para a sociedade, entre as funções consideradas “insignificantes” estão as seguintes:cuidar da casa, do marido e dos filhos.
Uma das argumentações mais proeminentes propagadas nos meios feministas, é a de que a sociedade ocidental, desde a ascensão do capitalismo ficou dividida em duas esferas: a pública e a privada. A esfera pública, composta basicamente por homens, compreende a maior parte das relações sociais, estas relações se estabelecem através do trabalho, da política e da religião. Na esfera privada encontram-se as relações familiares (mães, pais e filhos), que ficam sob a responsabilidade exclusiva das mulheres, e sendo assim, estas representariam a maioria neste segmento.
No contexto das argumentações anteriores, depreende-se que as mulheres deveriam sair deste estado de subversão e buscar sua inserção na esfera pública, e sendo assim, as funções familiares (filhos, casa e marido) poderiam ser terceirizadas, procrastinas ou até mesmo eliminadas, a fim de garantir o seu “acesso” na esfera pública.
As feministas sustentam ainda que o sistema capitalista, às transformou em propriedades dos homens, uma vez que estes trabalham para sustentá-las. Fomentam ainda a ideia de abstenção ao matrimônio, uma vez que para serem “livres” não deveriam casar-se para não correr o risco de se tornarem propriedade dos seus maridos, e vão mais além, ao afirmar que sendo “independentes” e geradores da vida dentro de si, podem decidir o momento certo para terem os filhos, sendo lhes facultada inclusiva a opção pelo aborto, visto ser este um direito que elas devem ter sobre seus próprios corpos.
Considerando a primeira argumentação, de que o sistema capitalista promoveu a divisão de trabalho entre homens e mulheres, podemos evidenciar por um aspecto bem claro que esta não possuí fundamentos, senão vejamos. Nas tribos indígenas, por exemplo, aonde jamais ocorreu qualquer contato com o sistema capitalista sempre existiu divisão de tarefas, ou seja, os homens saem para caçar e as mulheres cuidam dos demais afazeres na tribo (plantio, cuidado dos filhos e da alimentação dos homens). Até mesmo os judeus que escreveram o Gênesis já notaram esta distribuição natural ao relatar que pelo pecado original, ao homem foi dada a função de trabalhar a terra e colher o pão através do suor do seu rosto e à mulher as dores do parto.
O principal propósito desta teoria implementada pelo feminismo é justamente promover a segmentação entre homens e mulheres, dando a entender que aos homens é dado o “privilégio” da participação social enquanto estas ficam relegadas à meras empregadas confinadas em suas casas cuidando do seus filhos. É justamente aqui que ocorre a desconstrução. As próprias feministas sustentam que o cuidado dos filhos e do lar seja algo sem qualquer valor, e que portanto, não deveria ser relegado às mulheres, no entanto, no contexto familiar cristão, o cuidado do lar e dos filhos possuí um valor maior até mesmo que o da produção propriamente dita.
Não estamos com isso afirmando que as mulheres devam permanecer a vida inteira confinadas em suas casas sem buscar o trabalho fora dela, pelo contrário, as mulheres possuem sim condições para serem inseridas no mercado, e devem ser respeitadas por isso, entretanto, assim como os homens não podem deixar de participar de sua essência natural, que se estabelece pela vida matrimonial e familiar, bem como nos cuidados dos filhos respeitando as suas características naturais inerentes (gravidez, amamentação e os demais cuidados).
É notável portanto o esforço dos ideólogos socialistas ocidentais, para fazerem frente à destruição da família através da desfiguração do papel da mulher no matrimônio. Cabe lembrar por fim que essas mudanças têm causado impactos bem profundos sobre a sociedade, basta ver a redução das taxas de fecundidade e de casamentos nos últimos 60 anos, período este considerado como de ascensão dos ideais feministas. Todo o magistério trazido pela Igreja, tratando do matrimônio ao longo de anos está sendo gradativamente solapado por conta desta ideologia destrutiva, cabe a nós, alertar nossos irmãos e reforçar o sentido do matrimônio na catequese e nos grupos de nossas Igrejas.

Que Deus nos dê forças para defender a instituição familiar.
São João Paulo II rogai por nós....

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Presépios, novenas e mais questionamentos protestantes



Ah o Natal! não há uma só alma que por mais relutante, seja capaz de resistir aos encantos desta festa, até mesmo os mais céticos se deixam fascinar de alguma forma pela formosura das casas, ruas e Igrejas enfeitadas e iluminadas. Para completar os adornos típicos desta época, os símbolos e as figuras relacionadas ao nascimento de Jesus Cristo também se fazem presentes, e não é para menos, haja vista que ao lado da Páscoa, é a festa mais importante do cristianismo.
Para alguns, o momento é mais propício às compras e ao consumo do que para a oração e a reflexão, por este e outros motivos, a figura do “bom velhinho”, vem gradativamente substituindo aquela imagem simples da Sagrada Família perplexa diante do nascimento do salvador, disputando espaço entre os animais num estábulo pouco abastado. É nesse contexto que se observa a desfiguração do real sentido desta festa, sentido este que vem perdendo espaço para uma nova forma de idolatria: o consumismo desenfreado.
Para os mais religiosos e fervorosos esta festa não pode passar em branco. Muitos destes, por mais modestos que sejam, se dedicam a enfeitar suas casas com luzes, presépios e figuras representando o nascimento de Jesus, sem falar na preparação espiritual configurada nas famosas novenas de Natal. Surgem também nesta época (como era de se esperar), diversos questionamentos por parte dos protestantes, dos quais se destacam os seguintes:- Todos os lugares que passo agora tem presépios, aonde está escrito na bíblia que as pessoas devem fazer presépios, isto é inclusive condenado por Deus. E Novenas, Deus nunca mandou fazer novenas de Natal qual o fundamento bíblico dos Católicos para fazê-la??.
O Pe. Paulo Ricardo, em uma de suas aulas mostra que perguntas como estas, já se apresentam de forma errada, afinal, para nós católicos nem tudo o que norteia a nossa fé precisa estar na bíblia. Para uma explicação eficaz sobre o assunto precisamos dar uma fundamentação baseada na fé católica, que encontra respaldo na Sagrada Tradição e no Sagrado Magistério. Vamos então tratar de cada tema particularmente, iniciando pelo uso de presépios, passando posteriormente para as novenas.
Muito bem, em primeiro lugar, cabe explicar que os presépios são antes de tudo, imagens que representam o nascimento de Jesus. Alguns protestantes não cansam de afirmar que o uso de imagens pelos católicos configura pecado de idolatria, fundamentando sua argumentação na passagem do livro do Êxodo (Ex 20,3-4), porém, negligenciam outra passagem em que Deus ordena a confecção de uma serpente de bronze (Números 21,4-9) para salvar o povo da idolatria que cometeram ao adorar um bezerro de ouro.
Com relação a esta acusação, cabe observar ainda que a palavra idolatria, vem do latim idolus, termo este, derivado do gregoeidolon, que significa, imagem ou objeto ao qual se atribui vida e poderes próprios. A Igreja Católica nunca aprovou a idolatria, inclusive, tal prática é condenada e considerada como pecado grave (CIC, 2112, 2113, 2114). Idolatrar significa colocar um objeto qualquer no lugar de Deus criador, fato este que não se encaixa no caso das imagens sacras da Santa Igreja, visto serem estas apenas uma representação, tal como uma foto de um parente querido que serve para ser lembrada e não adorada.
A tradição de montar presépios tal como conhecemos hoje, teve sua origem em 1223, sendo que a primeira representação foi criada por São Francisco de Assis, cujo objetivo era justamente o de retratar a forma simples e modesta que o Salvador nasceu. Apesar disso, observa-se que já nos primeiros anos da era Cristã, os fiéis da Igreja procuravam descrever o nascimento do Salvador através de imagens (pesquisar sobre as Catacumbas de Pricila).
Com relação às novenas, começamos explicando a sua origem histórica baseada na Sagrada Escritura, mais especificamente no livro dos Atos dos Apóstolos (At 1,1-11), em que se apresenta a passagem da Ascensão do Senhor aos Céus. Teólogos e historiadores afirmam que entre a Ascensão e o Pentecostes passaram-se 9 dias, sendo que neste intervalo, a comunidade cristã ficou reunida em torno de Maria e dos apóstolos em assídua oração (At. 1-12-,14). Portanto, as novenas sempre fizeram parte da devoção cristã desde o início, e com este gesto procuramos repetir a manifestação de fé dos apóstolos conforme a passagem acima descrita.
Considerando o fator espiritual, deve-se observar que as novenas levam os cristãos à oração persistente, perseverante e incessante. Assim como Maria e os apóstolos reunidos durante nove dias no Cenáculo em Jerusalém em perseverante oração, aguardando a graça maior (O Espírito Santo), também nós católicos nos reunimos em casa, na Igreja e até mesmo à distância, durante 9 dias para clamar as graças espirituais necessárias para as nossas vidas.
Nota-se portanto, que tanto o uso de presépios quanto as novenas de Natal configuram exercícios espirituais Católicos, que tem como objetivo a manifestação pública da fé e a intensificação das orações respectivamente. A verdadeira idolatria desta época é o desvio do nosso valioso tempo que deveria ser destinado à oração e a reflexão, para as compras excessivas. É óbvio que com isso não estamos condenando as compras de Natal, apenas estamos demonstrando que toda as nossas ações merecem temperança. Segue abaixo um plano espiritual para um Natal Santo e Cristão:

1-Montar um Presépio modesto em casa;
2-Participar das novenas de Natal com sua comunidade (condomínio, rua ou Igreja);
3-Buscar a confissão antes da Santa Missa de Natal;
4-Participar da Santa Missa de Natal;
5-Fazer pelo menos uma obra de caridade.
Deus abençoe a todos, e que façamos um Natal verdadeiramente Santo

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por que precisamos defender a vida agora e não amanhã?


O processo para implantação do aborto no mundo (e também no Brasil) não se deu de maneira instantânea, antes desenvolveu-se de forma lenta e gradual até invadir os meios que há alguns anos atrás seriam considerados "impenetráveis". Apesar das grandes conquistas obtidas pelos militantes pró-aborto, é de conhecimento de todos que a Igreja Católica segue (para eles) como um entrave à ser eliminado o mais rápido possível, antes que os seus fiéis se levantem e façam cair por terra todo o avanço promovido até o momento.
O Professor Felipe Aquino, em uma de suas palestras em favor da vida, lançou mão de uma parábola bastante conhecida para explicar os avanços estratégicos da cultura da morte no Brasil. Segundo ele, o sucesso conquistado pela agenda abortista na atualidade pode ser comparado à caça de porcos selvagens.
A captura destes animais requer paciência e frieza, o caçador começa pela atração, jogando grãos de milho em determinado lugar, para fazer com que o animal se acostume com o alimento fácil e gratuito, à partir daí basta cercar cada um dos lados dia após dia, deixando um espaço (a porta) para ser fechado oportunamente. Ao final, quando os animais já estiverem dentro do cercado, basta selar a última abertura deixando-os presos para que no momento certo estes possam ser levados ao abate.
Sem dúvida, esta abordagem serve de exemplo para demonstrar como os promotores da cultura da morte (aborto e ideologia gay) conquistaram os espaços e avançaram gradativamente com sua agenda no mundo e agora no Brasil, sem que as pessoas percebessem o que estava acontecendo.
O marco inicial dos ideias abortistas, remonta os primeiros anos da década de 1950, com John Rockfeller III, que passa à dedicar a sua vida e a fortuna da família na resolução do "problema" populacional que segundo ele mesmo, levaria o planeta ao colapso total. Neste contexto, Rockefeller e seus conselheiros notaram que não existia outra forma de reduzir a população em curto-prazo senão através do aborto, e é justamente neste primeiro momento que surgem os primeiros financiamentos em pesquisas para desenvolvimento e disseminação de novos métodos contraceptivos e abortíferos.
Num segundo momento, os precursores da cultura da morte observaram que ainda havia algo à ser feito, é partir daí (década de 70) que os investimentos das fundações filantrópicas passam à ser direcionadas para as pesquisas que pudessem alterar os padrões sociais da família e do papel da mulher na sociedade. Nessa época surgem as primeiras  ONGS feministas.
Hoje, o aborto e a ideologia de gênero já estão presente na maioria dos países que graças ao relativismo moral, abandonaram as restrições e estão aceitando gradualmente essas questões reconhecendo-as inclusive como Direitos essenciais ao bem estar da população, porém, há que se considerar que entre os militantes desta cultura, é unânime a necessidade de destruição da Igreja Católica, considerada por estes como um "gigante adormecido", prestes à ser despertado.
Entre outros motivos, Igreja é temida porque possuí um número grande de sacerdotes formados em duas áreas que são fundamentais para fazer cair por terra qualquer plano dos promotores da morte, estas áreas são respectivamente a Teologia e a Filosofia. Sem falar que os sacerdotes estão dispostos à aceitar qualquer tarefa árdua sem receber remuneração por isto, ao contrário dos abortistas que somente estão dispostos à trabalhar por uma remuneração alta e compensatória.
Apesar de reunir todas as condições para promover um levante, a Igreja se limita à tratar do assunto mais como um doente que procura o médico para ser tratado instantaneamente, do que para se descobrir os fatores que geraram o problema (seus hábitos alimentares e vícios por exemplo). Dito de outra forma, a Igreja tende mais à mostrar sua posição doutrinária sobre o assunto do que trabalhar intensivamente para tentar reconstruir o que está sendo destruído pela cultura da morte.
O momento requer ação dos cristãos em tempo hábil. Temos observado um crescente número de sacerdotes alinhados com a cultura da morte (especialmente a esquerda através da TL) sem que sejam repreendidos pelas autoridades eclesiásticas, além disso, os católicos mais parecem assistir "bestializados" aos avanços promovidos por esta cultura (e até em alguns casos aceitá-las), sem esboçar qualquer reação, mesmo reconhecendo os efeitos nefastos trazidos por esta cultura.
O agir é necessário, pois é sabido que o ano de 2015 será fundamental para o avanço completo da cultura da morte sobre a América Latina. A hora de agir é agora, pois falta pouco para a vitória completa dos militantes anti vida, fazendo menção à parábola do início do artigo diríamos que as cercas já estão postas e faltando apenas a colocação do portão.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Religião e Salvação


Este artigo que agora vamos apresentar, encerra a trilogia de explanações sobre os fundamentos da fé católica com base nos argumentos propostos neste blog pelo irmão “Ademício”. Na primeira parte, propomos uma explicação sobre a virgindade de Maria, no segundo tratamos da intercessão dos Santos e agora apresentaremos de maneira bastante sucinta, a necessidade e o papel da religião na salvação da humanidade. Segue abaixo a última parte do comentário:
“nem uma religiao tem poder de salvar elas tem obrigaçao de anuncia o que esta escrito na biblia porque jesus e o genesis e o apocalipse o principios e o fim foi jesusque criou tudo”

Muitas pessoas, principalmente protestantes e católicos de “IBGE” gostam de gritar aos quatros cantos, que religião não salva ninguém, ou ainda, que todas as religiões são verdadeiras e que sendo assim, independente de seguir essa ou aquela religião seremos todos salvos se agirmos como verdadeiros cristãos. O ponto de inflexão encontra-se justamente neste última afirmação, afinal, como podemos definir as ações de um verdadeiro cristão?
Muito bem, em primeiro lugar, cabe uma pausa aqui para definir o sentido ou a tradução da palavra religião, segundo o dicionário Micaelis o significado de religião é o seguinte: “Serviço ou culto a Deus; sentimento consciente de dependência ou submissão que liga a criatura humana ao Criador; culto externo ou interno prestado à divindade; Fé; Prática dos preceitos divinos ou revelados”. Em outras palavras, religião pode ser definida mais objetivamente como o conjunto de gestos , práticas e preceitos que conduzem a criatura humana ao criador. É óbvio que os gestos e as práticas variam de religião para religião, mas vamos neste momento nos ater tão somente ao cristianismo.
Para nós cristãos, os preceitos básicos para se chegar à salvação provém de Deus que manifestou a sua vontade num primeiro momento pela boca dos seus profetas, e em seguida através de Jesus seu filho (o verbo que se fez carne), e para que a palavra não se perdesse ali, foi dada a autoridade aos apóstolos, a fim de que estes pudessem levar a boa nova a todos, surge aí um dos pilares que fundamentam a Santa Igreja :a Sagrada Tradição.
Temos então até aí regras bem definidas sobre as ações e práticas que nos levam a salvação através da transmissão apostólica dos ensinamentos de Jesus. Ocorre entretanto que desde o início das pregações, algumas pessoas se desviaram do modelo original, seja pela falta interesse em seguir os ensinamentos de Jesus, seja pela interpretação equivocada do que foi anunciado. Este último fato merece atenção, visto que a partir da chamada “reforma” protestante, intensificou-se o número de seitas, cada qual fundamentada na interpretação particular das escrituras.
Retomando o comentário do irmão protestante e com base no que foi apresentado podemos afirmar que a religião não tem o poder de salvar ninguém se a vontade de estar com Deus não vier do fundo do coração da pessoa, contudo, a religião tem a capacidade de apresentar os meios para que as pessoas possam chegar à salvação, ou seja, podem indicar o caminho e a vontade de Deus.
Todos nós precisamos de um caminho, um sentido para conduzir nossa vida. Sabemos muito bem que se estou em Salvador e desejo chegar em Curitiba terei de procurar meios que me levem ao destino desejado, e para tanto precisarei da orientação correta para se chegar lá, porém, se estiver perdido e tentar por si próprio encontrar o caminho, dispensando qualquer orientação, terei mais dificuldade para chegar aonde quero. Assim também é a religião verdadeira, ela deve mostrar e oferecer os meios para nos conduzir a salvação.
Para finalizar este artigo, e falando especificamente do cristianismo não resta dúvida de que a Igreja Católica é a que melhor indica o caminho, uma vez que mantêm a sua constituição inabalada desde o tempo dos Apóstolos apesar das dificuldades que enfrenta desde o seu nascimento. Sem dúvida, a missão da Santa Igreja é também levar a palavra, mas da maneira correta e não através de interpretações equivocadas.
Indico por fim, dois artigos bem interessantes do nosso blog irmão Fiel Católico que retrata bem essa questão aqui e aqui.

Paz e bem a todos....

terça-feira, 17 de junho de 2014

O tiro de misericórdia contra a lei Cavalo de Tróia!!Ajude a acabar com esta lei, não levará nem dois minutos.


 
Este ano como sabemos será um ano decisivo e de grande importância para nós brasileiros visto que daqui à 4 meses seremos convocados a manifestar a nossa escolha nos representantes e condutores da nossa nação. Entre os representantes, serão escolhidos aqueles que elaboram e formam as leis que sustentam o país.
Pois bem, no ano passado tivemos a confirmação dos interesses dos principais dirigentes do país, que pretendem implantar a cultura da morte a todo custo no país. Um exemplo disso é a lei 12845 chamada de lei Cavalo de Tróia, esta lei, sancionada pela presidente Dilma, e que legaliza o aborto no Brasil (em qualquer caso) por meio da manipulação da linguagem. Aprovada com a desculpa de servir à proteção da mulher, a lei na verdade possibilita a realização do aborto na rede pública em todo o país (para entender o mecanismo por meio do qual a lei legaliza o aborto no Brasil, leia este texto: http://www.votopelavida.com/cavalodetroia.pdf).A portaria 415/2014 do Ministério da Saúde, que regulamentava o preço do aborto foi a prova de que a lei Cavalo de Tróia tinha como fim último a liberação dessa prática nefasta em nosso país.
Chegamos agora ao momento decisivo da luta pela revogação dessa lei. Precisamos enviar e-mails e telefonar ao gabinete do deputado Henrique Alves, presidente da Câmara dos Deputados, para pedir que seja colocado em pauta o requerimento de urgência 10.413/2014, para que o PL 6033/13 (que prevê a revogação da lei Cavalo de Tróia), de autoria do deputado Eduardo Cunha, seja imediatamente votado no plenário da câmara.
Assine esta petição no blog Citizengo e envie um e-mail ao deputado Henrique Eduardo Alves ou telefone para a presidência da câmara por meio dos seguintes números:(61) 3215-8000 / 8004 / 8005 / 8015 / 8016 / 8017 / 8018. Este ato não levará nem dois minutos. Vale lembrar que sendo este um ano eleitoral, a pressão sobre os candidatos será ainda maior, na verdade esta é a nossa chance de vencer definitivamente esta abominação.


Deus nos abençoe.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Explicando a intercessão de Maria e dos Santos


Dando continuidade à série de explicações sobre os fundamentos da fé Católica, à luz dos comentários propostos neste blog, pelo irmão protestante identificado como “Ademício”, e a partir das acusações de heresia publicadas no blog Resistência Católica, trazemos mais um tema que é sem dúvida, bastante recorrente nos debates envolvendo protestantes e Católicos. Seguem abaixo, os comentários dos dois colegas para posterior desenvolvimento do texto:
“em hebreus esta escrito que so jesus e o unico intercesor entre deus e os homens tamber a bibla fala que debaixo do sol so foi nos dado o nome de jesus e nem um mais”

9ª heresia:Intercessão aos "santos" e a Maria
Refutação: 1Tm 2.5, “porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem”!
Nota: Jesus diz que SOMENTE ele é o mediador!

O texto ao qual se refere o leitor Ademício, é o seguinte: “Jesus, porém, foi encarregado de um serviço sacerdotal superior, pois é mediador de uma aliança melhor, que promete melhores benefícios”(Hb 8,6). Tanto num quanto no outro texto, sentido real da escritura é o de declarar Jesus como mediador exclusivo da nossa salvação. É justamente neste ponto que encontramos a confusão feita pelos irmãos.
A intercessão dos santos e de Maria, em nada ocultam, reduzem ou superam a mediação da salvação oferecida a nós por Jesus Cristo na cruz, uma vez que a primeira depende da última. Em outras palavras, se Jesus não tivesse se oferecido para nos salvar jamais existiriam Santos quiçá alguma intercessão. O que São Paulo busca com estas passagens é enfatizar o caráter pleno da salvação que só encontra a razão de ser pela oferta do sangue do Cordeiro Divino por nós.
O que os irmãos não entendem é que para nós Católicos, nenhum Santo e nem a virgem Maria serão capazes de nos dar a salvação à maneira que Jesus nos deu, entretanto, tendo aqueles morrido em estado de graça, gozam de proximidade muito peculiar com Jesus, e podem sim interceder por nós.
Podemos enquanto vivos aqui na terra interceder uns pelos outros, o que impede então que isto aconteça após a morte??. Sabemos muito bem que a morte não significa o fim para nós cristãos nem tampouco estado de sono profundo ou coma pós-morte, ainda que algumas seitas protestantes defendam esta tese (deixemos este assunto para outro post). Logo, estando ainda mais próximos do Senhor, os Santos podem sim rezar e pedir por nós.
Frise-se ainda, que os Santos não tem o poder de nos salvar, mas podem nos ajudar a obter as graças espirituais que nos são necessárias de duas maneiras:
a) Mostrando o caminho: Quando vejo a imagem de algum santo mártir como por exemplo, Santo Estevão, lembro-me que preciso dar o sangue pela causa de Cristo, mesmo que isto me leve à morte ou ao sofrimento terreno. Quando olho para a imagem de Santa Rita de Cássia, me lembro do exemplo de dedicação e penitência (passou o resto da vida a pão e água) e dedicação na oração, que a levaram à se aproximar cada dia mais de Deus.
b) Intercedendo por nós: assim como nós vivos na terra podemos interceder uns pelos outros, o que impede que depois da morte também não o consigamos. Jesus é a cabeça e a Igreja os seus membros (Ef 1,20-23; I Cor 12), portanto, aqueles que estão na presença de Jesus possuem sim o poder de interceder, pois são membros do corpo cuja cabeça é o próprio Jesus e estão em comunhão plena com ele.
Na passagem de Atos 5,15 vemos que já no início da era Cristã, as pessoas tinham a intercessão como forma de devoção. Cabe ressaltar que os Santos não são capazes de nos ajudar por seus próprios méritos, mas porque gozam da comunhão plena com Cristo.
Portanto, a Igreja reconhece sim Jesus como único mediador da nossa salvação, de modo que nenhum Santo poderá nos salvar, ou se oferecer à maneira que Jesus se ofereceu por nós, contudo, gozando da proximidade com o Senhor, eles podem sim interceder por nós e rezar junto a Deus para alcançarmos a salvação, não através dos bens materiais mas dos bens espirituais.

Obs.: Para se saber mais sobre o conceito de santidade à luz da Igreja, ler o artigo intitulado: Os Santos da Igreja e os “santos” deste mundo.